Homem é preso por violência doméstica e posse ilegal de arma em comunidade indígena de Roraima
Um caso grave de violência doméstica resultou na prisão de um homem de 32 anos na comunidade indígena Malacacheta, localizada na zona rural do município do Cantá, ao Norte do estado de Roraima. O suspeito foi detido nesta terça-feira, dia 3, após tentar agredir sua companheira, de 29 anos, com um pedaço de madeira e ser flagrado com armas de fogo ilegais escondidas em sua residência.
Detalhes da agressão e fuga da vítima
O episódio violento teve início na segunda-feira, um dia antes da prisão, quando o agressor chegou à casa do casal em estado de embriaguez e começou a xingar a esposa. Durante uma discussão acalorada, ele tentou golpeá-la com um pedaço de madeira, mas a mulher conseguiu escapar correndo. Antes de fugir, o homem quebrou o celular da vítima, impedindo-a de pedir ajuda imediata.
Com medo de novas agressões, a mulher passou a noite escondida na casa de familiares dentro da mesma comunidade indígena. Ela relatou às autoridades que o casal tem seis filhos e que as agressões costumam ocorrer na presença das crianças, o que agrava o quadro de violência doméstica.
Intervenção policial e apreensão de armas
A Polícia Militar foi acionada e encontrou o suspeito nos fundos do terreno da residência. Ao ser abordado, ele alegou não se lembrar dos acontecimentos devido ao alto nível de embriaguez. No entanto, durante o interrogatório, o homem indicou o local onde escondia duas armas de fogo:
- Uma espingarda calibre 20
- Uma arma de fabricação caseira, calibre 22
Além das armas, foram apreendidas quatro munições. O suspeito confessou que comprou a espingarda de terceiros e fabricou a arma caseira por conta própria, sem possuir registro para nenhuma delas.
Consequências e acompanhamento do caso
O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a ocorrência, dada a presença de crianças no ambiente familiar violento. O homem foi levado à delegacia junto com o material apreendido, onde responderá pelos crimes de violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo.
Este caso destaca a gravidade da violência doméstica em comunidades indígenas e a necessidade de ações integradas entre polícia, conselhos tutelares e serviços sociais para proteger as vítimas e combater a posse ilegal de armas em áreas rurais.