Tatuador é morto após agressão em praça durante Carnaval em Nuporanga, SP
Tatuador morto em agressão durante Carnaval em Nuporanga, SP

Tatuador é morto após agressão em praça durante Carnaval em Nuporanga, SP

Imagens de câmeras de segurança revelam o momento trágico em que o tatuador Vitor Fonseca de Almeida Silva, de 42 anos, natural de Ribeirão Preto, foi agredido por um homem no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro, em Nuporanga, interior de São Paulo. A vítima sofreu um traumatismo craniano grave e faleceu na terça-feira, 17 de fevereiro, após ser transferida entre hospitais. Nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, o agressor se apresentou à polícia, mas não foi preso, gerando discussões sobre a investigação.

Detalhes do incidente capturados em vídeo

As gravações obtidas pela Polícia Civil mostram Vitor Fonseca caminhando pela rua ao lado de adolescentes e uma menina na madrugada de domingo. O grupo chegou a uma praça onde Vitor Manoel Gomes, de 25 anos, estava com amigos e familiares. Segundo relatos, o tatuador continuou conversando com a criança até que a esposa de Vitor Manoel se aproximou e a afastou dele. Após uma breve discussão com a mulher, Vitor Manoel, que observava a cena à distância, partiu para cima do tatuador, dando um empurrão inicial.

A confusão escalou rapidamente, com Vitor Manoel desferindo um soco no queixo de Fonseca, que caiu e bateu a cabeça na rua, ficando imóvel no local. O agressor então se afastou, enquanto o tatuador foi socorrido e levado inicialmente a um pronto-socorro em São Joaquim da Barra. Devido à gravidade dos ferimentos, ele precisou ser transferido para um hospital em Franca, mas não resistiu aos ferimentos, culminando em sua morte.

Versão do agressor e investigação policial

Em depoimento à Polícia Civil, Vitor Manoel alegou ter visto o tatuador importunando menores durante as festividades de Carnaval, o que o motivou a confrontá-lo. Ele confirmou ter dado o soco e afirmou que pediu a um irmão para acionar o socorro médico ao perceber que a vítima não se movia. O advogado do agressor, Rafael Ferro, emitiu uma nota informando que seu cliente se apresentou espontaneamente à polícia, é trabalhador e não possui antecedentes criminais. Ferro descreveu o episódio como uma infeliz fatalidade, sem intenção de matar, e após prestar depoimento, Vitor Manoel foi liberado.

O delegado Clodoaldo Vieira, responsável pela investigação, declarou nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, que o autor se apresentou após a polícia visitar sua residência. Vitor Manoel reiterou que discutiu com o tatuador devido a um comportamento inadequado percebido com uma criança de aproximadamente 8 anos. No momento, Vieira descarta pedir a prisão do agressor, citando as circunstâncias das imagens e a necessidade de amadurecer a investigação. A Polícia Civil planeja solicitar à Justiça um depoimento especial da criança, com acompanhamento psicológico, e chamar outras testemunhas nos próximos dias para esclarecer os fatos.

Este caso chama a atenção para a violência urbana durante eventos festivos e levanta questões sobre a aplicação da justiça em situações de conflito interpessoal. A comunidade local e familiares aguardam mais detalhes enquanto a polícia continua seu trabalho para elucidar completamente o ocorrido.