Produtora de filme sobre Bolsonaro não pede lançamento no Brasil
Produtora de filme sobre Bolsonaro não pede lançamento no Brasil

A produtora GOUP Entertainment, responsável pela produção do filme Dark Horse, que narrará a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda não protocolou um pedido de lançamento comercial no Brasil. De acordo com informações da Agência Nacional do Cinema (Ancine) fornecidas ao blog, a empresa está registrada como agente econômico desde 9 de agosto de 2025, mas até o momento não solicitou autorização para exibir o longa-metragem nos cinemas brasileiros.

Áudio revela pedido de financiamento

Um áudio divulgado na última quarta-feira (13) mostra o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) solicitando recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear a produção nos Estados Unidos. O ator americano Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro no filme, afirmou que o lançamento nos EUA está previsto para 11 de setembro de 2026, uma sexta-feira. No entanto, o site especializado Deadline publicou em 21 de abril que não há data de lançamento confirmada, contrariando especulações online, e que os cineastas ainda buscam vender o projeto.

Transações financeiras sob suspeita

Informações reveladas pelo site Intercept Brasil e confirmadas pela TV Globo indicam que Vorcaro pagou R$ 61 milhões para a produção do filme entre fevereiro e maio de 2025. O montante teria sido transferido para um fundo nos EUA controlado por um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro foi questionado por repórteres ao sair do Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira, mas limitou-se a dizer que se tratava de "dinheiro privado". Posteriormente, divulgou um vídeo confirmando o pedido a Vorcaro, mas negando irregularidades, reiterando que o financiamento era privado.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Nota de esclarecimento da produtora

O deputado federal Mario Frias e a GOUP Entertainment emitiram uma nota conjunta afirmando que a cinebiografia não recebeu recursos de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. No comunicado publicado nas redes sociais, a GOUP declarou "categoricamente" que não há "um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário" entre os investidores do longa-metragem. Frias reforçou a informação e destacou que Flávio Bolsonaro "não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora", tendo apenas cedido os direitos de imagem da família Bolsonaro. "Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte", declarou.

Dados do Coaf contradizem versão

Apesar da negativa, relatórios de inteligência financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que a empresa Entre Investimentos, que teria intermediado repasses entre Vorcaro e a produção do filme, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal por suposto envolvimento em fraude do Banco Master. O caso segue em apuração.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar