O delegado da Polícia Civil Bruno França, baleado durante um ataque a tiros na noite desta quarta-feira (13) em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, passou por uma cirurgia na mão esquerda para evitar a amputação do dedo e apresenta estado de saúde estável. O incidente ocorreu em frente a uma residência no bairro Recanto dos Pássaros.
Atendimento médico e cirurgia
De acordo com o Hospital Villa Romana, o delegado foi atingido por um disparo no quarto dedo da mão esquerda e recebeu atendimento médico imediatamente após dar entrada na unidade. Em nota, o hospital informou que Bruno França foi submetido a um procedimento cirúrgico para fixação da fratura no dedo.
“O paciente recebeu atendimento médico imediato, foi submetido a procedimento cirúrgico para fixação da fratura do dedo. Foi avaliado pelo Dr. Guilherme Dias, ortopedista especialista em mão, o qual tentará com medidas clínicas manter a viabilidade do dedo para evitar amputação do mesmo”, diz trecho da nota.
O hospital acrescentou que o delegado segue recebendo acompanhamento médico e não corre risco de morte.
Detalhes do ataque
Segundo a Polícia Civil, o delegado foi alvo de uma tentativa de homicídio após o carro em que ele estava ser atingido por diversos disparos. O investigador da Polícia Civil Roberto Pinto Ribeiro, conhecido como Betão, foi apontado como o autor dos disparos. Equipes policiais encontraram Betão armado no local, apresentando sinais de nervosismo. Ele afirmou que Bruno França teria feito ameaças contra ele e ido até a casa, onde ocorreram os disparos.
Antecedentes
Em março deste ano, Bruno França foi exonerado do cargo de chefia da delegacia de Sorriso. Com a mudança, quem assumiu foi a delegada Layssa Crisostómo, enquanto Bruno permaneceu como delegado na unidade, mas sem função de chefe. A decisão foi assinada pelo governador Mauro Mendes (União) e publicada no Diário Oficial do estado. A Polícia Civil explicou que se tratava de uma troca de titularidade por questões administrativas, e o documento não citou o motivo da exoneração. Contudo, a medida ocorreu um mês após uma detenta relatar que havia sido estuprada dentro da delegacia da cidade.



