O influenciador digital norte-americano Clavicular, de 20 anos, foi banido permanentemente do YouTube após ser hospitalizado com suspeita de overdose durante uma transmissão ao vivo há cerca de uma semana. A plataforma confirmou a remoção de todos os canais associados a ele, incluindo perfis adicionais criados após o banimento de sua conta principal em novembro de 2025.
Decisão da plataforma
Em comunicado oficial, o YouTube informou que, de acordo com suas regras, criadores que tiveram contas encerradas estão proibidos de criar ou operar novos canais. Dessa forma, todos os perfis vinculados a Clavicular foram excluídos. A medida ocorre após o influenciador passar mal durante uma live, sendo socorrido e levado a um hospital com suspeita de overdose.
Reação do influenciador
Clavicular reagiu à punição em uma publicação no X (antigo Twitter), afirmando que seus canais foram retirados do ar “sem aviso prévio ou explicação” e classificou a decisão como “muito triste”. Segundo ele, os perfis excluídos continham arquivos de transmissões ao vivo e cursos destinados a “ajudar jovens a se tornarem as melhores versões de si mesmos”.
Quem é Clavicular?
Clavicular tornou-se um dos nomes mais conhecidos da chamada “machosfera”, uma subcultura que dissemina conteúdos machistas e misóginos. Ele construiu uma base de fãs numerosa e controversa ao promover o “looksmaxxing”, prática que incentiva homens a “otimizar” a aparência física com uso de testosterona, esteroides anabolizantes, metanfetamina e outras drogas.
Problemas com a justiça
No início de 2026, o influenciador foi preso duas vezes por acusações que incluem agressão, posse de documento falsificado e envolvimento com drogas. Seu histórico de conteúdo polêmico e comportamento de risco já vinha sendo monitorado pelas autoridades e pela plataforma.
Contexto da ‘machosfera’
A “machosfera” é um conjunto de comunidades online que promovem visões antifeministas e incentivam práticas como o “red pill”. Influenciadores como Clavicular frequentemente pregam a superioridade masculina e o uso de substâncias para alcançar padrões estéticos irreais, gerando debates sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilidade das plataformas digitais.



