PEC da Blindagem Enfrenta Resistência: Líder do PL Admite que 'Alguns Preferem se Acovardar'
PEC da Blindagem: Líder do PL diz que alguns "se acovardam"

Eis que a tão falada PEC da Blindagem, aquela que prometia criar um escudo protetor em torno do presidente da República contra investigações, simplesmente esbarra numa muralha de hesitações. Não é brincadeira não. O clima no Congresso Nacional mudou — e mudou pra valer.

O líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes, soltou a bomba nesta quarta-feira (28): a proposta não é mais prioridade da bancada. E o motivo? Falta de coragem. Sim, ele usou essa palavra. "Alguns preferem se acovardar", disparou, sem meias palavras.

O jogo político por trás do adiamento

O que era para ser uma tramitação relâmpago, daquelas que passam como um furacão pelas comissões, agora esfriou de vez. A previsão inicial era que a matéria fosse votada ainda esta semana. Só que aí a realidade bateu à porta — e com força.

Não é segredo pra ninguém que o placar estava apertado. Muito apertado. Faltavam votos, sobravam dúvidas e o governo, sabiamente, recuou. Afinal, pra que queimar capital político numa batalha que você pode muito bem perder?

Aliás, Altineu foi claro: a decisão de adiar a votação partiu do próprio Planalto. E olha que ele não parece muito feliz com isso.

E o Senado? Bem… quieto.

Enquanto a Câmara se via num cabo de guerra entre apoiadores e opositores da PEC, o Senado seguia em silêncio. Um silêncio quase ensurdecedor. Rodrigo Pacheco, presidente da Casa, evitou ao máximo puxar o assunto — e quando fez, foi pra dizer que a proposta "dependia de um acordo muito amplo".

Traduzindo: sem consenso, sem votação. Ponto final.

E assim, mais uma jogada política high-stakes esvai-se no ar, pelo menos por enquanto. A pergunta que fica é: será medo? Estratégia? Ou puro cálculo eleitoral?

Uma coisa é certa: em Brasília, até as blindagens têm prazo de validade.