Presidente da CPMI do INSS solicita a Mendonça dados sigilosos do Banco Master
O senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, que atua como presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social, formalizou um pedido direto ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A solicitação envolve o envio imediato de todos os documentos relacionados às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do banqueiro Daniel Vorcaro, ligadas ao caso do Banco Master.
Documentação sob sigilo é fundamental para investigação
Os dados em questão estavam anteriormente sob sigilo rigoroso, imposto pelo ex-relator do caso no Supremo, o ministro Dias Toffoli, que se afastou oficialmente das investigações nesta quinta-feira. Carlos Viana enfatizou que essa documentação é absolutamente fundamental para a continuidade e o aprofundamento dos trabalhos da CPMI do INSS.
"Esses elementos são fundamentais para a continuidade dos trabalhos da CPMI, para a consolidação das provas já colhidas e para o avanço responsável do relatório final", declarou o parlamentar mineiro. Ele acrescentou ainda que "a Comissão tem o dever constitucional de apurar os fatos com profundidade, respeito ao devido processo legal e total transparência".
Audiência institucional e oitiva confirmada para fevereiro
Além da solicitação formal dos documentos, o senador Carlos Viana anunciou planos concretos para os próximos passos da investigação. Ele pretende realizar uma audiência institucional com o ministro André Mendonça logo após o período do Carnaval, visando discutir os detalhes do caso e a colaboração entre os poderes.
Paralelamente, Viana reafirmou que a oitiva do banqueiro Daniel Vorcaro na CPMI do INSS está oficialmente confirmada e agendada para o dia 26 de fevereiro. Essa etapa é considerada crucial para esclarecer diversas questões levantadas durante as investigações sobre as operações do Banco Master e suas possíveis conexões com o sistema de seguridade social.
A movimentação política e jurídica em torno do caso demonstra a intensificação dos esforços para apurar responsabilidades e garantir transparência nos processos investigativos. A expectativa é que a disponibilização dos documentos sigilosos possa acelerar a conclusão dos trabalhos da comissão parlamentar, contribuindo para um relatório final mais robusto e embasado.