Dono de ferro-velho clandestino é preso por receptação de bicicletas em Birigui
Dono de ferro-velho clandestino preso por receptação em Birigui

Na tarde desta quinta-feira (12), um homem de 27 anos, proprietário de um ferro-velho clandestino, foi preso em flagrante por receptação qualificada na cidade de Birigui, localizada no interior do estado de São Paulo. A ação policial resultou na apreensão de diversos itens que estavam expostos para venda no depósito ilegal.

Operação policial descobre material suspeito

Durante a operação, as equipes da Polícia Civil encontraram no local três bicicletas completas, quatro quadros de bicicletas, duas rodas de aro 29 e uma quantidade significativa de fios de cobre, tanto novos quanto usados. Todos esses itens estavam disponíveis para comercialização sem a devida documentação que comprovasse sua origem lícita.

Suspeito não consegue comprovar procedência

De acordo com o boletim de ocorrência registrado, quando questionado pelos policiais sobre a procedência das bicicletas e demais materiais, o suspeito afirmou que todos os produtos eram legítimos. No entanto, ele não foi capaz de apresentar as notas fiscais correspondentes que poderiam validar sua declaração, o que reforçou as suspeitas dos agentes.

Diante das evidências coletadas no local, os policiais decidiram pela prisão em flagrante do indivíduo por receptação qualificada. Além da detenção, todos os itens encontrados no ferro-velho clandestino foram apreendidos e serão encaminhados para perícia técnica.

Pena pode chegar a oito anos de reclusão

Se condenado pelo crime de receptação qualificada, o proprietário do ferro-velho clandestino poderá enfrentar uma pena que varia entre três e oito anos de reclusão, além do pagamento de multa. A legislação brasileira considera esse tipo de delito como grave, especialmente quando envolve a comercialização de produtos sem comprovação de origem.

A operação em Birigui faz parte de um esforço contínuo das autoridades para combater o comércio ilegal e a receptação de mercadorias na região. A Polícia Civil tem intensificado as fiscalizações em estabelecimentos que atuam na compra e venda de materiais usados, visando coibir atividades criminosas que prejudicam tanto os cidadãos quanto a economia local.

Este caso específico chama a atenção para a importância da documentação adequada na comercialização de produtos, especialmente itens como bicicletas e componentes eletrônicos, que são frequentemente alvo de furtos e roubos. As autoridades reforçam que a população deve sempre exigir nota fiscal ao adquirir produtos usados e denunciar qualquer suspeita de comércio irregular.