Operação combate receptação de materiais de energia furtados em Timon
Cerca de 800 kg de fios de eletricidade furtados foram apreendidos durante uma operação de combate à receptação de materiais de energia roubados em Timon, cidade localizada a aproximadamente 450 km de São Luís, no Maranhão. A ação policial resultou na prisão em flagrante de um homem de 57 anos, proprietário de duas sucatas onde os materiais ilícitos estavam armazenados.
Detalhes da apreensão e investigações
A operação contou com o apoio crucial de agentes da Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração Pública (DICAP) e de funcionários da Equatorial Energia, que atuaram em conjunto para desmantelar a rede de receptação. Os materiais furtados foram encontrados em duas sucatas situadas na Avenida Tiúba, no bairro Cidade Nova, no município de Timon.
Além dos 800 kg de fios de eletricidade, os policiais também apreenderam no local:
- 100 postes de ramais de energia
- Quase mil peças hidráulicas de diversos tipos
Segundo as investigações em andamento, o material de energia teria sido desviado por um funcionário terceirizado de uma empresa que presta serviços para a Equatorial Energia. A polícia suspeita ainda que parte das peças hidráulicas podem ter sido roubadas da empresa Águas de Timon, ampliando o escopo do crime.
Desfecho legal e medidas aplicadas
O proprietário das sucatas foi autuado por receptação qualificada, um crime considerado mais grave por envolver materiais de serviço público essencial. Após ser preso em flagrante durante a operação, o suspeito foi liberado após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 16.210 reais, conforme determinação judicial.
Além da fiança, o acusado teve sua atividade econômica suspensa temporariamente e está obrigado a comparecer mensalmente perante a Justiça para justificar suas atividades comerciais e pessoais. Essa medida busca garantir o acompanhamento do caso e prevenir a reincidência criminal.
A operação em Timon demonstra os esforços das autoridades em combater crimes que afetam diretamente a infraestrutura pública e os serviços essenciais para a população. A apreensão dos materiais evita prejuízos maiores às empresas de energia e água, além de desarticular uma possível rede de receptação na região.