
Eis que o Palácio do Planalto resolveu mostrar as garras. Nesta quarta-feira, 28, o presidente Lula soltou o verbo — e que verbo! — ao classificar como a maior resposta já dada ao crime organizado a mais recente investida contra o Primeiro Comando da Capital, o temido PCC.
Não foi um discurso qualquer. Longe daquela linguagem técnica e cheia de juridiquês, Lula foi direto ao ponto: "Cansei de ver essa gente achando que manda no país", disparou, com aquela cara de poucos amigos que poucas vezes se viu.
Não é Só Operação, é Estratégia
O negócio é bem mais embaixo do que uma simples batida policial. O governo federal — pasmem! — finalmente parece ter acordado para a realidade assustadora das facções. E olha que não é pouco: estamos falando de uma rede que vai desde o tráfico de drogas nas quebradas até lavagem de dinheiro em negócios luxuosos.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, deixou claro: "Não adianta só prender o soldado raso. Tem que cortar a cabeça da cobra". E como? Aumentando a pressão sobre as finanças ilícitas — porque crime, no fim das contas, é um negócio. Um negócio violento, mas um negócio.
Mudança de Postura
Quem acompanha os noticiários há alguns anos deve estar se coçando. Sim, houve outras operações. Umas mais barulhentas, outras mais discretas. Mas dessa vez... dessa vez a sensação é diferente.
O Planalto não está só reagindo. Está antecipando. Criando uma força-tarefa que envolve Polícia Federal, Receita Federal, até mesmo a inteligência do Exército. É como se todas as peças do quebra-cabeça da segurança nacional finalmente estivessem se conversando.
- Inteligência financeira: rastreamento de movimentações suspeitas
- Ações coordenadas em múltiplos estados
- Foco na desarticulação de lideranças
- Blindagem das fronteiras contra entradas ilegais
Não vou mentir: ainda tem muito cético por aí. Afinal, promessas contra o crime organizado nós já ouvimos aos montes. Mas convenhamos — quando foi a última vez que viram tantas instituições trabalhando juntas assim?
O Elefante na Sala
Todo mundo sabe que o PCC não é brincadeira. A facção cresceu, se espalhou, e hoje tem tentáculos em praticamente todo o território nacional. E o pior: infiltrou até mesmo em instituições que deveriam combatê-la.
O governo admite — finalmente! — que isso aqui não é guerra contra o tráfico de varejo. É uma luta contra uma empresa multinacional do crime, com sede em São Paulo e filiais pelo mundo afora.
"Eles têm mais organização que muito empresa por aí", confessou um dos assessores envolvidos no planejamento, sob condição de anonimato. "Mas agora a gente também vai jogar pesado."
Resta saber se essa nova postura vai surtir efeito a longo prazo. Porque enxugar gelo todo mundo já cansou de ver. O que a população quer — e precisa — é ver resultados concretos.
Uma coisa é certa: o recado foi dado. E dessa vez, parece que veio para ficar.