Segundo suspeito é preso por furto milionário em joalheria de São Paulo
A Polícia Civil efetuou a prisão do segundo indivíduo suspeito de participar de uma quadrilha especializada em furtos de alto valor. O grupo é acusado de subtrair um cofre contendo aproximadamente R$ 1 milhão em joias de ouro e diamantes de uma conceituada joalheria localizada no bairro de Moema, na Zona Sul de São Paulo. O crime, ocorrido na madrugada de segunda-feira (16), teve sua investigação aprofundada, resultando na prisão temporária decretada pela Justiça.
Detenções e descobertas da investigação
O suspeito, identificado como Igor Jesus Matos, foi detido na quarta-feira (18). No mesmo dia, a polícia já havia prendido em flagrante Nara Maria Quintanilha, esposa de outro investigado, que foi encontrada portando munições de fuzil e placas de veículos roubados. A equipe de reportagem busca contato com as defesas dos presos para obter posicionamentos.
Além dessas duas prisões, a polícia já identificou outros dois suspeitos diretamente envolvidos no furto e intensifica os esforços para localizá-los. A investigação também trabalha para identificar possíveis colaboradores adicionais do esquema criminoso. Até o momento, não há pistas sobre o paradeiro das valiosas joias levadas.
Planejamento meticuloso e infraestrutura clandestina
As investigações apuraram que os criminosos realizaram um planejamento detalhado dias antes da ação. Eles alugaram dois conjuntos comerciais no mesmo prédio da joalheria, utilizando documentos falsificados para a locação, com o objetivo claro de monitorar a rotina e a movimentação da loja-alvo.
Um porteiro do edifício, que já cumpriu pena de 20 anos por roubo, prestou depoimento e é tratado como testemunha. Ele relatou que, antes do crime, um "conhecido" o teria pressionado com ameaças para obter informações detalhadas sobre a rotina de segurança do centro comercial.
Capturas em vídeo e modus operandi
Câmeras de segurança registraram imagens cruciais: um indivíduo mascarado e um veículo branco utilizados pela quadrilha durante a ação. As filmagens, analisadas pela Polícia Civil, mostram parte do crime ocorrido dentro do prédio comercial. A polícia apreendeu três veículos supostamente usados no furto, incluindo o carro branco filmado na garagem.
De acordo com as apurações, ao menos três criminosos arrombaram a joalheria no 12º andar e removeram um cofre de quase meia tonelada (mais de 450 kg). O grupo demonstrou conhecimento prévio da localização das câmeras e da fiação do sistema de monitoramento, tendo furtado parte dos equipamentos e coberto outras câmeras com fita adesiva.
Detalhes do butim e da execução
O cofre continha cerca de 100 peças de joalheria de alto valor, incluindo:
- 26 pares de brincos
- 15 anéis
- 32 colares
- 9 pingentes
- 6 correntes
- 5 pulseiras
Todas as peças eram confeccionadas em ouro com diamantes e, significativamente, não possuíam seguro. A polícia investiga se os ladrões utilizaram uma serra elétrica para soltar o cofre e um carrinho de mão para transportá-lo até o veículo de fuga. Imagens internas registraram suspeitos saindo da garagem por volta das 2h30 da madrugada do crime.
Contexto adicional e desdobramentos
Suspeitos já haviam sido filmados no local dias antes, alegando realizar serviços no prédio. Uma sacola com um faqueiro de prata e outros itens, avaliados em R$ 20 mil e furtados da joalheria, foi recuperada no subsolo e devolvida aos proprietários.
O boletim de ocorrência registrou que apenas um vigilante estava de serviço no momento do furto, pois o colega que deveria estar de plantão havia sido dispensado anteriormente. Os proprietários da joalheria, que atendem uma clientela selecionada e influenciadores digitais, já foram ouvidos pela polícia.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) emitiu nota informando que "as investigações prosseguem para identificar os autores e esclarecer todas as circunstâncias dos fatos". A equipe de reportagem tenta contato com os responsáveis pelo condomínio e pela joalheria para mais informações.