Polícia de Goiás conclui inquérito sobre assassinato de corretora por síndico
Polícia conclui inquérito sobre assassinato de corretora por síndico

Polícia de Goiás finaliza investigações sobre morte brutal de corretora de imóveis

A Polícia Civil do estado de Goiás concluiu oficialmente o inquérito policial que apurava as circunstâncias do assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, ocorrido em dezembro de 2025. O caso, que chocou a população local, teve seus detalhes revelados através das próprias gravações feitas pela vítima momentos antes do crime.

Gravações finais revelam momentos de terror no subsolo

As investigações apontam que Daiane Alves Souza desceu até o subsolo do prédio onde residia, localizado em Caldas Novas, porque seu apartamento estava sem energia elétrica. Preocupada com a situação, ela comentou em vídeo: "Vamos ver se tem gente brincando de desligar as coisas", demonstrando desconfiança sobre a interrupção do fornecimento.

Os registros feitos pelo celular da corretora mostram o exato momento em que ela encontra o síndico do condomínio, Cleber Rosa de Oliveira, vestindo capuz e luvas. Segundo as autoridades policiais, assim que Daiane localizou o disjuntor para religar a energia, foi brutalmente atacada pelo síndico.

Móvel descartado em caixa de esgoto e motivação do crime

O delegado André Barbosa, responsável pelo caso, explicou que Cleber percebeu que estava sendo gravado durante o ataque. Após agredir a vítima, o acusado jogou o celular de Daiane na caixa de esgoto do prédio, na tentativa de destruir as evidências. Quando preso, ele mesmo revelou aos policiais onde havia descartado o aparelho.

A polícia concluiu que o crime foi completamente premeditado. Cleber Rosa de Oliveira não aceitava que Daiane assumisse a administração dos seis apartamentos pertencentes à sua família, função que ele exercia anteriormente. "O crime praticado por Cleber foi, então, um crime premeditado, qualificado pela emboscada, no qual ele atraiu a Daiane para o subsolo desligando o seu padrão de energia", afirmou o delegado Barbosa.

Sequência trágica e prisões

O desaparecimento do telefone celular ocorreu no dia 17 de dezembro, mesma data em que a corretora foi vista pela última vez no elevador do prédio. Minutos antes do ataque, ela havia enviado dois vídeos para uma amiga, expressando seu temor de que alguém tivesse desligado a luz de propósito.

Segundo as investigações, após deixar Daiane inconsciente no subsolo, Cleber a levou para outro local, onde ela sofreu dois disparos de arma de fogo. O filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, que aguarda alvará de soltura, não apresentou indícios de envolvimento no crime, conforme apurou a polícia.