Pai de suspeito em estupro coletivo em Copacabana fala pela primeira vez
Pai de suspeito em estupro coletivo em Copacabana fala

Pai de um dos jovens presos por estupro coletivo em Copacabana se pronuncia publicamente

O pai de um dos jovens presos por suspeita de participação em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, falou publicamente pela primeira vez sobre o caso. Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, da TV Record, José Carlos Simonin, ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado, comentou as acusações envolvendo seu filho.

Detenções e investigações em andamento

Quatro jovens maiores de idade estão presos e um adolescente de 17 anos foi apreendido e internado provisoriamente. Todos são investigados por participação no crime ocorrido em um apartamento no bairro, no dia 31 de janeiro. Entre os detidos está Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, filho do ex-subsecretário. Também estão presos Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, que haviam se apresentado anteriormente à polícia. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, que chegou a ser considerado foragido, também foi localizado e detido.

O adolescente citado no inquérito permanece apreendido enquanto a Vara da Infância e da Juventude analisa a eventual aplicação de medida socioeducativa. Segundo a investigação, a adolescente teria sido atraída ao apartamento por mensagens enviadas pelo menor. No local, conforme relatou em depoimento, ela teria sido impedida de sair do quarto enquanto era violentada pelos cinco suspeitos.

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Novas denúncias ampliam o alcance das apurações

Após a divulgação das imagens dos investigados, outras mulheres procuraram a polícia relatando episódios semelhantes, o que ampliou o alcance das apurações. O caso segue em andamento e novas denúncias continuam sendo analisadas pela Polícia Civil.

Declarações do ex-subsecretário José Carlos Simonin

Durante a entrevista, José Carlos Simonin afirmou que desconhecia qualquer movimentação suspeita no imóvel onde o crime teria ocorrido. “Num prédio, ninguém sabe do que aconteceu, ninguém tomou conhecimento, não houve grito, não houve pedido de socorro, não houve nada”, declarou. Ele também disse que a família não concorda com qualquer tipo de violência ou abuso. “Eu, minha esposa e a minha família não concordamos com esse acontecimento, com esse tipo de relação entre as pessoas. Se meu filho errou, ele tem que pagar”, afirmou.

Apesar disso, o ex-subsecretário declarou acreditar na inocência do filho e dos demais jovens investigados. “A verdade é que meu filho é inocente e que todos os meninos são inocentes das acusações que estão sendo feitas”, disse.

Posição das defesas e autoridades policiais

As defesas dos acusados afirmam que os jovens foram expostos antes de terem oportunidade de prestar depoimento e que as provas anexadas ao inquérito seriam incompletas. Os advogados dizem confiar na análise integral do caso pela Justiça. O representante do adolescente de 17 anos não foi localizado.

O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), afirma que o menor seria o responsável por atrair a vítima ao local e que a investigação reúne elementos suficientes para sustentar as acusações de estupro e cárcere privado.

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