OAB suspende advogado após denúncias de estupro e agressão policial em delegacia do DF
OAB suspende advogado após denúncias de estupro e agressão policial

OAB suspende advogado após denúncias de estupro e agressão policial em delegacia do DF

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Distrito Federal, anunciou nesta sexta-feira, 6 de março, a suspensão do advogado Cláudio Martins Lourenço. A decisão foi tomada diante da gravidade dos fatos revelados sobre seu histórico criminal, que inclui denúncias de estupros, furto, estelionato, falsidade ideológica e descumprimento de medidas protetivas, com uma condenação já registrada.

Denúncia de agressão policial e histórico criminal

O caso veio à tona após Cláudio Martins Lourenço reclamar que foi agredido e algemado por policiais na 26ª Delegacia do DF na segunda-feira, 2 de março. Segundo o advogado, ele estava no local para atender um cliente que relatou ter sofrido agressões dentro da unidade.

A Polícia Civil, por sua vez, afirmou que o advogado desobedeceu reiteradamente à ordem de sair do recinto durante a contenção de um preso com gás de pimenta, recusando-se veementemente a se identificar. A corporação destacou que a presença de dois presos por tráfico de drogas no saguão agravou o estado de perigo, tornando necessário o uso progressivo de algemas.

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Reação da OAB e investigações em andamento

Inicialmente, a OAB saiu em defesa do advogado, chegando a se reunir com o governador Ibaneis Rocha. No entanto, após a divulgação das denúncias criminais contra Cláudio, a instituição mudou sua posição. Em nota, a OAB-DF explicou que a inscrição do advogado ocorreu após a apresentação de certidões judiciais de nada consta e declaração de ausência de antecedentes.

O caso agora segue em tramitação no Tribunal de Ética e Disciplina e no Conselho Pleno da OAB, sob sigilo, conforme determina a lei. A comissão de prerrogativas da Ordem foi acionada durante o incidente na delegacia e acompanhou a lavratura do procedimento policial.

Manifestação do Sindicato dos Delegados

O Sindicato dos Delegados do Distrito Federal também se manifestou sobre o caso, expressando estranheza pelo fato de uma pessoa com amplo histórico criminal, incluindo condenações por estupros e recente prisão por violência contra mulheres, estar nos quadros da OAB. A entidade reforçou a gravidade das acusações e a necessidade de apuração rigorosa.

A OAB-DF ressaltou, em sua nota oficial, que a defesa das prerrogativas da advocacia é um ato institucional e coletivo, essencial para garantir o direito de defesa da sociedade. No entanto, a instituição deixou claro que essa atuação não se confunde com a análise da idoneidade individual de qualquer advogado, que é tratada nas instâncias próprias da Ordem.

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