Encontro histórico em Pequim
Donald Trump e Xi Jinping se reuniram nesta quinta-feira (14) em Pequim para um encontro histórico. Os líderes das duas maiores potências mundiais descreveram a relação entre China e Estados Unidos como a mais importante para o planeta. Os correspondentes da Globo, Felipe Santana e Lucas Louis, acompanharam de perto os acontecimentos.
Simbolismo diplomático
O encontro foi marcado por simbolismo. Trump visitou locais históricos na China, como a Cidade Proibida, um gesto diplomático calculado. O acesso a esses lugares é visto como uma benesse na cultura chinesa. As declarações a portas abertas e fechadas foram contraditórias: Trump afirmou que a China se ofereceu para mediar um acordo com o Irã sobre o Estreito de Ormuz, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio negou a necessidade de ajuda chinesa.
Taiwan como linha vermelha
Em reunião privada, Xi Jinping estabeleceu Taiwan como a questão mais sensível na relação bilateral. Ele alertou que um tratamento inadequado do tema poderia levar a um conflito entre China e EUA. Xi pediu cautela a Trump, uma forma indireta de exigir a redução do repasse de armamentos dos EUA para Taiwan. A China considera a ilha uma província rebelde e busca a reunificação pacífica.
Encontro com empresários
Trump chegou ao Grande Salão do Povo acompanhado de uma comitiva de 30 empresários, incluindo Elon Musk, Tim Cook (Apple) e Jensen Huang (Nvidia). Eles participaram de uma reunião com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para discutir acordos tecnológicos. Musk, que tem uma fábrica de robôs humanoides, depende de ímãs chineses. Huang afirmou que seu objetivo era representar Trump.
Anúncios e implicações
Como gesto de boa vontade, a China renovou licenças de frigoríficos americanos para exportar carne bovina, o que pode impactar o Brasil, maior exportador de carne para a China. Trump foi convidado a visitar o Templo do Céu, um gesto de grandiosidade histórica. O banquete final foi marcado por simbolismo: água representa prosperidade e cisnes, fidelidade. Trump convidou Xi para visitar a Casa Branca em 24 de setembro.
O encontro escancara a interdependência entre EUA e China, que definirá o futuro global nos próximos anos.



