As tensões no Oriente Médio atingem um novo patamar com a iminência de um ataque do Irã contra Israel. O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, prometeu uma retaliação direta após o assassinato do chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerã, atribuído a Israel. O governo israelense não assumiu a autoria do ataque, mas se prepara para uma possível ofensiva.
Hezbollah e Houthis se unem à ameaça
O grupo libanês Hezbollah, aliado do Irã, também prometeu vingança pela morte de seu comandante Fuad Shukr, morto em um bombardeio israelense em Beirute. O líder do Hezbollah, Sayyed Nasrallah, afirmou que a resposta será 'forte e eficaz', independentemente das consequências. Enquanto isso, os Houthis do Iêmen declararam que uma retaliação a Israel é 'inevitável' e ocorrerá nos próximos dias.
Diplomacia falha em conter escalada
Autoridades árabes tentaram convencer o Hezbollah a adiar sua retaliação para após uma cúpula de negociações sobre reféns, mas não obtiveram resposta. O Irã rejeitou os apelos diplomáticos dos EUA e Arábia Saudita, classificando as tentativas como 'infrutíferas'. Um diplomata iraniano afirmou que 'Israel cruzou todas as linhas vermelhas' e que a resposta será 'rápida e pesada'.
EUA reforçam presença militar
Os Estados Unidos enviaram cruzadores e destróieres da Marinha, além de caças adicionais, para o Oriente Médio, com capacidade de defesa antimísseis. O secretário de Defesa, Lloyd Austin, informou ao ministro israelense Yoav Gallant sobre medidas adicionais para apoiar a defesa de Israel. A Jordânia, por sua vez, proibiu Israel de usar seu espaço aéreo, alertando que interceptará qualquer ameaça.
Companhias aéreas suspendem voos
Diante do cenário de guerra iminente, a Turkish Airlines adiou voos para o Irã, enquanto Delta e United suspenderam voos para Israel. A embaixada dos EUA em Jerusalém alertou cidadãos americanos para redobrarem a cautela, destacando que incidentes de segurança podem ocorrer sem aviso.
ONU alerta para 'escalada perigosa'
O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou os ataques recentes como uma 'escalada perigosa', pedindo cessar-fogo em Gaza e libertação de reféns. O Conselho de Segurança se reuniu emergencialmente, mas os EUA negaram envolvimento nas mortes dos líderes do Hamas e Hezbollah.
Enquanto isso, Israel se prepara para o pior, com o ministro da Defesa ordenando à Força Aérea que se prepare para 'qualquer coisa, incluindo uma transição rápida para a ofensiva'. O mundo observa com apreensão os próximos passos no Oriente Médio.



