Justiça do Acre mantém prisão de mecânico suspeito de homicídio por roubo de televisão
A Justiça do Acre negou o pedido de anulação da prisão preventiva do mecânico Roni Cley de Souza Figueiredo, de 48 anos, suspeito de matar Alan Victor da Silva, de 30 anos, em 6 de janeiro deste ano. O crime ocorreu no Canal da Maternidade, em Rio Branco, e foi motivado pela suspeita de que a vítima teria roubado uma televisão.
Detalhes do crime e prisão em flagrante
Conforme o processo, Alan Victor da Silva caminhava no local quando foi abordado. Ele foi atingido por dois disparos, um no pescoço e outro nas costas, ficando gravemente ferido. A vítima recebeu os primeiros atendimentos no local e foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto Socorro da capital, onde acabou morrendo menos de 24 horas após o ataque.
Roni Cley foi preso em flagrante no mesmo dia do crime e está detido no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde. Durante o interrogatório, ele confessou a participação no crime. O segundo suspeito, Acir Thomas, responde ao processo em liberdade, visto que, segundo a decisão judicial, é proprietário de uma oficina mecânica, local onde poderá ser encontrado para novos interrogatórios.
Argumentos da defesa e decisão judicial
A defesa de Roni alegou que o suspeito é réu primário, pai de dois filhos menores de idade e possui deficiência visual em um dos olhos, o que demandaria cuidados especiais. Com base nisso, o advogado pediu a fixação de medidas cautelares ao invés da manutenção da prisão.
No entanto, o juiz Fábio Alexandre Costa de Farias ressaltou em sua decisão que o fato de o suspeito ter filhos e ser deficiente não o autoriza a cometer crimes. O magistrado citou ainda que o delito aconteceu à luz do dia e próximo ao Terminal Urbano, um dos pontos mais movimentados da capital, o que demonstra risco à ordem pública.
Além disso, a defesa não comprovou que Roni seja o único responsável pelo cuidado dos filhos ou que sua condição de saúde o impeça de continuar recluso. A denúncia foi feita pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) e aceita pela 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Contexto e investigações em andamento
De acordo com a denúncia, Acir teria descido do veículo com uma espingarda e feito os dois disparos que atingiram Alan. A Polícia Civil continua investigando os detalhes do caso, e o g1 não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos para obter mais informações.
Este caso reforça a gravidade dos crimes violentos em áreas urbanas e a importância da atuação da Justiça para garantir a segurança pública. A decisão judicial destaca que fatores pessoais, como responsabilidades familiares ou condições de saúde, não devem ser usados como justificativa para atos criminosos.