Irmã de professor assassinado no Acre clama por justiça quatro meses após crime brutal
Irmã de professor assassinado no Acre clama por justiça após crime

Irmã de professor assassinado no Acre clama por justiça quatro meses após crime brutal

Quatro meses após o corpo do professor de zumba Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis, ser encontrado enterrado em uma cova rasa em Epitaciolândia, no interior do Acre, sua irmã, Regilaine Silva Corrêa, faz um apelo emocionado para que as pessoas não esqueçam do caso e ajudem a buscar justiça. Em entrevista exclusiva, a servidora pública descreve o sofrimento diário da família e a esperança de que os responsáveis sejam punidos.

O crime e as prisões

Reggis desapareceu no dia 25 de setembro do ano passado, após sair para fazer uma entrega. A família registrou um boletim de ocorrência no dia 29 do mesmo mês, quando perderam contato com ele. Seu corpo foi localizado em 1º de outubro, em um terreno entre as casas de dois suspeitos. Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, foi preso em flagrante após confessar o assassinato e indicar onde havia deixado o corpo. Ele revelou à polícia que chegou a dormir com o cadáver no próprio quarto na noite após o crime.

Marijane Maffi, de 46 anos, vizinha de Victor, também foi detida sob suspeita de ajudar a levar o carro de Reggis para a Bolívia. Enquanto Silva permanece preso, Marijane foi libertada com medidas cautelares. A Polícia Civil não se pronunciou sobre o andamento do processo quando questionada.

Impacto na família

Regilaine relata que o luto é uma experiência constante para a família, que reside em Várzea Grande, Mato Grosso. Logo após o enterro, o pai de Reggis, que é idoso, precisou de atendimento médico devido à dor da perda e ficou internado por duas semanas. "Minha mãe está tentando voltar à vida normal, mas para ela é difícil, visto que sempre teve muito contato com ele por telefone", disse Regilaine.

A família recebia a visita de Reggis pelo menos uma vez por ano, e ele tinha planos de retornar à cidade natal para cuidar dos pais. No entanto, ficava indeciso porque sua filha de seis anos morava em Epitaciolândia com a mãe. "Sabíamos o quanto era difícil para ele permanecer em uma cidade só, sem ninguém da família por perto", completou a irmã.

Desdobramentos e investigações

Devido à distância geográfica, o acompanhamento do caso se torna desafiador para a família. Regilaine expressa esperança de que as investigações continuem, mas admite não saber se novas descobertas foram feitas. "O que nos resta é apenas esperar com fé que a justiça seja feita e que encontrem a verdade da causa", afirmou.

Em novembro, a Justiça do Acre autorizou a Polícia Civil a acessar os dados da tornozeleira eletrônica de Victor, visando compreender a geolocalização do suspeito durante o crime. A polícia chegou aos suspeitos após encontrar um notebook de Reggis, que continha conversas com Victor em um aplicativo de mensagens.

Legado de Reggis

Regilaine descreve o irmão como uma pessoa altruísta, cuja morte comoveu a comunidade local. Além de professor de zumba, Reggis atuava como agente territorial do Sebrae e bailarino no município. "Ver a comoção dos amigos me deixou orgulhosa, pois eu sei o que ele fez para essa população, em época de alagamento e outros momentos difíceis na região", finalizou.

O caso continua sob investigação, com a família e amigos aguardando respostas e justiça para um crime que abalou o interior do Acre.