Mulher denuncia ameaças de ex-subsecretário do RJ em caso de estupro coletivo
Ex-subsecretário ameaça mulher em caso de estupro coletivo no RJ

Mulher registra queixa por ameaças de ex-subsecretário em caso de estupro coletivo no Rio

Uma mulher prestou queixa por ameaça contra o ex-subsecretário estadual José Carlos Costa Simonin, pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos quatro réus no caso do estupro coletivo denunciado por uma adolescente de 17 anos. O registro foi feito na 12ª Delegacia de Polícia (DP) de Copacabana, unidade que já investiga o abuso sexual contra a menor.

Mensagem ofensiva no Instagram gera denúncia

A denunciante afirma que José Carlos respondeu a um story no Instagram em que ela comentava sobre o estupro coletivo. De acordo com o print anexado à queixa, a mensagem do ex-subsecretário dizia: “Ela é sua filha? É a sua cara. Kkk esconde esses peitos, independente”. A mulher interpretou a fala como uma ameaça direta, levando-a a buscar medidas legais.

O portal g1 tenta contato com a defesa de Simonin para obter um posicionamento sobre as acusações, mas ainda não houve resposta oficial dos advogados.

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Exoneração do cargo e entrega do filho à polícia

José Carlos Costa Simonin ocupava o cargo de subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro. Na última quarta-feira (4), o governador Cláudio Castro (PL) assinou a exoneração do servidor.

No mesmo dia, seu filho, Vitor Hugo, se entregou à polícia após cinco dias foragido. A pasta responsável explicou que a exoneração foi adotada no âmbito administrativo “visando a resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados”.

Detalhes do crime de estupro coletivo em Copacabana

A adolescente vítima relata que foi atraída pelo ex-namorado, também menor de idade, para o apartamento de Vitor Hugo, localizado em Copacabana. No local, estavam presentes outros três adultos. Os maiores de idade são réus pelos crimes de estupro coletivo e cárcere privado, enquanto o menor responde por fatos análogos.

O advogado Ângelo Máximo, que representa Vitor Hugo, afirmou que seu cliente nega qualquer participação no crime. Segundo a defesa, ele confirma que estava no apartamento, mas nega ter mantido relação sexual ou cometido estupro contra a vítima. “Ele não tem o que temer e vai provar sua inocência. Ele se apresentou de cabeça erguida”, declarou Máximo.

O caso segue sob investigação da polícia, que coleta provas e depoimentos para esclarecer os fatos. A sociedade acompanha com atenção os desdobramentos, que envolvem figuras públicas e graves acusações de violência sexual.

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