Defesa de Dr. Jairinho busca adiar julgamento do caso Henry Borel no STJ
Defesa de Jairinho tenta adiar julgamento do caso Henry no STJ

Defesa de Dr. Jairinho recorre ao STJ para adiar julgamento do caso Henry Borel

A defesa do ex-vereador carioca Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, apresentou um pedido de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira, 10 de março de 2026, buscando o adiamento do julgamento no Tribunal do Júri, originalmente agendado para o final do mês. O ex-vereador está preso, aguardando o desfecho do processo em que é acusado de matar seu enteado, Henry Borel, em março de 2021.

Estratégia da defesa e argumentos apresentados

O habeas corpus foi distribuído ao gabinete do ministro Messod Azulay Neto, que ainda não emitiu um despacho sobre o caso. Este movimento ocorre após um pedido semelhante ter sido negado pela Justiça do Rio de Janeiro, tornando o STJ a última esperança para a defesa. Adiar o julgamento é considerado estratégico, pois, se realizado agora, os jurados seriam os mesmos que participaram de sessões anteriores com o promotor responsável pelo caso Henry. A defesa argumenta que essa familiaridade poderia beneficiar a acusação.

Em contrapartida, se o adiamento for concedido, a equipe jurídica de Jairinho poderá solicitar a inclusão do processo em um novo ciclo de julgamentos, com um grupo diferente de jurados. Os advogados alegam que houve uma quebra na cadeia de custódia das provas, especificamente em relação a mensagens encontradas no celular de Leniel Borel, pai do menino. Eles afirmam que essas mensagens mostram contato entre Leniel e peritos do Instituto Médico Legal (IML) do Rio, o que, segundo a defesa, invalida os laudos necroscópicos como prova no julgamento.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Respostas das autoridades e detalhes processuais

A Polícia Civil, o Ministério Público e Leniel Borel negaram veementemente qualquer tentativa de manipulação dos documentos. Além disso, a defesa de Jairinho alega não ter tido tempo suficiente para analisar todo o material da investigação, que inclui um processo de 20 mil páginas e documentos complementares, como relatórios de extração de mensagens de telefones apreendidos, somando milhares de páginas adicionais.

Na primeira instância, o juiz Renan de Freitas Ongaratto rejeitou o pedido de adiamento, argumentando que os diálogos em questão estavam disponíveis desde o início do processo e que os advogados deveriam ter solicitado a nulidade dos laudos anteriormente. Se o julgamento for mantido para 23 de março, a defesa planeja manter sua estratégia de desqualificar os laudos e a investigação da Polícia Civil, além de defender a tese de que Henry Borel não morreu no apartamento, mas sim no hospital, devido a manobras de reanimação.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar