Suprema Corte de Washington permite processos contra Amazon por suicídios com nitrito de sódio
Corte de Washington permite ações contra Amazon por suicídios

Decisão histórica da Suprema Corte de Washington sobre responsabilidade da Amazon

A Suprema Corte do Estado de Washington decidiu, de forma unânime, nesta quinta-feira, que a gigante do varejo online Amazon.com pode ser processada por famílias que perderam parentes por suicídio após consumirem nitrito de sódio adquirido em sua plataforma. A decisão marca um ponto de virada na jurisprudência local, rejeitando a posição de um tribunal inferior que havia barrado as ações sob a lei de responsabilidade pelo produto do estado.

Rejeição do argumento de causa principal

O tribunal inferior havia determinado que as famílias não poderiam prosseguir com ações por negligência, alegando que o suicídio era a causa principal das mortes. No entanto, a Suprema Corte rejeitou esse entendimento, abrindo precedente para que casos semelhantes sejam julgados com base na responsabilidade da empresa na comercialização do produto.

Acusações das famílias contra a Amazon

Quatro famílias distintas acusam a Amazon de promover ativamente a venda de nitrito de sódio em seu site, frequentemente associado a outros produtos que facilitam a prática do suicídio. Elas argumentam que a varejista, com sede em Seattle, tinha conhecimento há anos sobre a ligação direta entre o nitrito de sódio e casos de suicídio, mas optou por continuar vendendo o item sem implementar quaisquer restrições ou alertas de segurança.

As famílias sustentam que a negligência da Amazon em não tomar medidas preventivas contribuiu diretamente para as tragédias, violando deveres legais de cuidado e responsabilidade pelo produto. A decisão da corte agora permite que esses processos avancem, podendo estabelecer novos parâmetros para a responsabilização de plataformas online em casos de produtos perigosos.

Silêncio da Amazon e implicações legais

Até o momento, a Amazon e seus representantes legais não se manifestaram publicamente sobre a decisão, nem responderam a pedidos de comentários da imprensa. Especialistas em direito consumerista apontam que o caso pode ter repercussões significativas, influenciando como empresas de e-commerce gerenciam a venda de substâncias potencialmente letais.

A decisão reforça a necessidade de maior vigilância e regulamentação no comércio eletrônico, especialmente em itens que apresentam riscos à saúde pública. Com a abertura desses processos, espera-se que outras famílias em situações similares busquem reparação na justiça, pressionando por mudanças nas políticas de vendas da Amazon e de outras plataformas.

O caso segue em andamento, com audiências previstas para os próximos meses, onde as famílias buscarão provar a negligência alegada. A comunidade jurídica aguarda ansiosamente os desdobramentos, que podem redefinir os limites da responsabilidade corporativa no ambiente digital.