Corpo de PM morta com tiro na cabeça é exumado em São Paulo para nova perícia
Corpo de PM morta com tiro na cabeça é exumado em SP

Corpo de policial militar é exumado em São Paulo para nova perícia em caso de morte suspeita

Integrantes do Instituto Médico Legal (IML) realizaram na manhã desta sexta-feira, 6 de março de 2026, a exumação do corpo da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. A decisão judicial autorizou o procedimento para esclarecer as circunstâncias da morte da policial, que foi encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento na região do Brás, na capital paulista, no dia 18 de fevereiro deste ano.

Investigação registrada como morte suspeita

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como "morte suspeita", após inicialmente ter sido registrado como suicídio consumado no 8º Distrito Policial do Brás. A Vara das Garantias determinou que o Ministério Público de São Paulo se manifeste sobre a competência de uma das Varas Especializadas do Tribunal do Júri, considerando a natureza do delito sob investigação.

Gisele Alves Santana estava sepultada em um cemitério de Suzano, na Grande São Paulo, desde o ocorrido. A exumação foi realizada para permitir novas análises periciais que possam contribuir com as investigações em andamento.

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Marido tenente-coronel encontrou o corpo

Segundo informações do boletim de ocorrência, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, foi quem acionou o socorro após encontrar a esposa em casa. Quando foi socorrida, a policial ainda apresentava pulso e foi levada ao Hospital das Clínicas de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos.

A soldado trabalhava no Departamento de Suporte Administrativo do Comando Geral da PM e vivia no bairro do Brás, localizado entre as zonas central e leste da capital paulista. Em entrevistas concedidas à imprensa, a mãe de Gisele afirmou que o relacionamento do casal era conturbado e abusivo, levantando questões sobre as circunstâncias da morte.

Diligências em andamento

Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que "diligências estão em andamento" para apurar todas as circunstâncias do óbito. A Polícia Civil esclareceu que o caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas posteriormente teve incluída a natureza de morte suspeita para uma investigação mais aprofundada.

A exumação do corpo representa um passo importante nas investigações, permitindo que peritos realizem novas análises que possam esclarecer definitivamente as causas e circunstâncias da morte da policial militar. O caso continua sob sigilo investigativo enquanto as autoridades coletam evidências e depoimentos.

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