Condenação por homicídio em São José de Ribamar: réus recebem penas de até 18 anos
Condenação por homicídio em São José de Ribamar: réus com penas

Condenação por homicídio em São José de Ribamar: réus recebem penas de até 18 anos

O Tribunal do Júri de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís, condenou dois homens pelo homicídio de Marcos Marques da Cruz, ocorrido em agosto de 2022. O julgamento, realizado na segunda-feira (9), resultou em penas significativas para os acusados, marcando um capítulo importante na justiça local.

Detalhes do crime e condenações

Os réus Josenilson da Silva Rocha e Magno Amorim dos Santos foram considerados culpados pelo assassinato de Marcos Marques da Cruz, que foi morto no bairro Roseana Sarney. Josenilson recebeu uma pena de 18 anos e oito meses de prisão, a ser cumprida em regime fechado, enquanto Magno foi condenado a 4 anos e oito meses, em regime semiaberto.

O crime aconteceu no dia 24 de agosto de 2022, quando a vítima aguardava um ônibus nas proximidades do Bar do Camarão. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Marcos Marques foi abordado por cerca de cinco homens, incluindo os dois condenados e outro suspeito conhecido apenas como Buda.

Motivação e execução do homicídio

O grupo suspeitava que a vítima fizesse parte de uma facção rival. Por isso, os homens tomaram o celular de Marcos e exigiram que ele desbloqueasse o aparelho para verificar o conteúdo. Após a checagem, concluíram que a vítima pertencia a um grupo adversário, o que levou à violência fatal.

Uma testemunha relatou ter ouvido Marcos pedir socorro e gritar que seria morto. Em um local mais afastado, Buda teria agredido a vítima com socos e tapas, enquanto Magno Amorim efetuou disparos de arma de fogo contra o rosto de Marcos, que morreu no local. Após o crime, os suspeitos fugiram, deixando a cena em choque.

Investigação e identificação dos envolvidos

A Polícia Civil esteve na cena e colheu relatos de moradores, que apontaram os envolvidos pelos apelidos Buda, Lafu — atribuído a Magno — e Peixonauta, como Josenilson era conhecido. Durante o inquérito, Josenilson da Silva Rocha confessou o crime, enquanto Magno Amorim dos Santos negou participação. O suspeito conhecido como Buda ainda não foi identificado pelas autoridades.

Argumentos da defesa e decisão final

No julgamento, presidido pelo juiz Pedro Guimarães Júnior, titular da 2ª Vara Criminal de São José de Ribamar, a defesa de Josenilson pediu o afastamento das qualificadoras de motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa da vítima, além da aplicação da atenuante da confissão espontânea. Já a defesa de Magno solicitou a absolvição por homicídio e por organização criminosa, alegando falta de provas concretas.

Ao final, o Conselho de Sentença considerou os dois réus culpados pelo crime, rejeitando os pedidos de absolvição e aplicando as penas conforme a gravidade dos atos. Este caso destaca os desafios enfrentados pela justiça em combater a violência relacionada a facções criminosas na região.