Guarda Metropolitana de Palmas afasta agentes por omissão em caso de estupro
A Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) determinou o afastamento de três agentes após a abertura de sindicância para investigar suposta omissão durante um crime de estupro de vulnerável. O caso ocorreu em frente à base de segurança da corporação na Praia da Graciosa, no dia 15 de fevereiro de 2026, e gerou repercussão nas redes sociais devido às imagens que circulam do incidente.
Detalhes do crime e investigação policial
Segundo a Polícia Civil, o crime é investigado como estupro de vulnerável, pois a vítima, uma mulher que apresentava sinais de embriaguez, teria sido abusada por um homem que se deitou atrás dela. Em vídeos divulgados, é possível observar a vítima tentando afastar o suspeito, que posteriormente se apresentou na delegacia no dia 16 de fevereiro, foi ouvido e liberado. O nome do homem não foi divulgado, e a defesa não pôde ser contatada.
A Secretaria Municipal de Ação Social e da Mulher (Semasmu) determinou o envio de todas as informações ao Ministério Público Estadual (MPTO) e iniciou busca ativa pela vítima para oferecer serviços de acolhimento psicológico e atendimento jurídico, através da Casa da Mulher Brasileira e da Patrulha da Mulher Segura.
Procedimentos administrativos e medidas da GMP
A sindicância foi aberta pela Corregedoria da GMP por meio da Portaria nº 005/2026, publicada no Diário Oficial do dia 18 de fevereiro de 2026. A portaria ressalta que a função da Guarda Metropolitana é a proteção sistêmica da população e que a suposta omissão diante de um crime sexual em frente a uma unidade da corporação fere frontalmente o decoro da classe.
Os três guardas envolvidos foram afastados de suas funções até que a apuração seja concluída e as responsabilidades devidamente esclarecidas. Uma comissão designada pela Corregedoria conduzirá os trabalhos para preservar o interesse público e a integridade da instituição.
Alertas sobre compartilhamento de imagens
A Polícia Civil alerta que o compartilhamento de imagens com o intuito de ridicularizar vítimas de crimes sexuais se enquadra no crime de exposição da intimidade sexual. O vídeo do suposto crime aparenta ter sido gravado de dentro da base da GMP, o que aumenta a gravidade das acusações de omissão por parte dos agentes.
O caso continua sob investigação, com a polícia e o Ministério Público atuando para apurar todos os detalhes e garantir justiça para a vítima, enquanto a administração municipal reforça seu compromisso com a proteção e o atendimento adequado às mulheres em situação de vulnerabilidade.