A Rússia lançou um ataque massivo com mais de 800 drones contra a Ucrânia nesta quarta-feira, 13 de maio, em plena luz do dia, matando pelo menos seis pessoas. O ataque ocorreu após uma primeira saraivada durante a madrugada e em meio a trocas de disparos de longo alcance entre Kiev e Moscou, contrariando as declarações do presidente americano Donald Trump e do líder russo Vladimir Putin sobre um possível fim da guerra.
Ataque em múltiplas regiões
Monitores ucranianos detectaram pelo menos oito salvas de drones russos, alguns partindo de Belarus. O principal alvo eram infraestruturas civis na capital, Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que estava em visita à Romênia, informou que desde a meia-noite pelo menos 800 drones foram lançados, com o ataque ainda em andamento. Segundo ele, os drones miravam a região oeste do país, próxima às fronteiras de países da Otan.
Zelensky acrescentou que os disparos da madrugada atingiram áreas residenciais e infraestruturas ferroviárias nas regiões centrais de Dnipro e nordeste de Kharkiv, além de portos em Odessa, no sul, e instalações energéticas em Poltava. Ao todo, 14 áreas foram atacadas.
A ministra das Relações Exteriores da Hungria, Anita Orbán, condenou os ataques contra regiões de etnia húngara no oeste da Ucrânia. Já a Eslováquia anunciou o fechamento de suas passagens de fronteira com a Ucrânia por motivos de segurança, até segunda ordem.
Contradições sobre o fim da guerra
Trump afirmou a repórteres que o fim da guerra na Ucrânia está muito próximo, mas não deu detalhes. Putin, em discurso no fim de semana, também sugeriu que a invasão russa estaria chegando ao fim. No entanto, a realidade no campo de batalha mostra uma escalada dos combates.
A Ucrânia, que antes pedia assistência internacional, agora oferece a outros países seu conhecimento em tecnologia de drones para contra-ataques. Ataques ucranianos com drones e mísseis de longo alcance paralisaram instalações de energia e manufatura em três regiões russas nesta quarta-feira.
O Ministério da Defesa russo afirmou ter interceptado 286 drones sobre o país, a Crimeia e os mares de Azov e Negro. Na linha de frente de 1.250 km, o avanço russo diminuiu desde outubro, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW). A ofensiva de primavera de Moscou fracassou, e as forças russas tiveram perda líquida de território pela primeira vez desde 2024.
O ISW declarou que as linhas defensivas ucranianas resistem e que as forças ucranianas contestam a iniciativa tática em várias áreas, enquanto a Rússia sofre perdas desproporcionais para ganhos mínimos.



