Golpe digital é o maior medo dos brasileiros, superando roubo à mão armada
Golpe digital é o maior medo dos brasileiros

Uma pesquisa divulgada neste domingo (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha revela que o medo de ser vítima de um golpe digital e perder dinheiro pela internet ou celular é o principal temor dos brasileiros, atingindo 83,2% da população. Esse índice está tecnicamente empatado com o medo de roubo à mão armada (82,3%) e de ser morto durante um assalto (80,7%).

O relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” também destaca que os golpes digitais foram o crime mais frequente vivenciado pelos brasileiros nos últimos 12 meses, afetando cerca de 15,8% da população com 16 anos ou mais, o equivalente a 26,3 milhões de vítimas. A pesquisa mostra que a vitimização digital é maior entre as classes econômicas mais altas: 21,8% nas classes A/B, 16,3% na classe C e 10,2% nas classes D/E. Além disso, o crime é mais comum em grandes centros urbanos, com 19,2% de vitimização em cidades com mais de 500 mil habitantes, contra 12,7% em municípios de até 50 mil habitantes.

Outros medos e crimes

Além do medo de golpes digitais, a pesquisa aponta outros temores relevantes: ter o celular furtado ou roubado (78,8%), ser roubado ou assaltado na rua (78,6%), ser vítima de bala perdida (77,5%), ter a residência invadida ou arrombada (76,1%), ser assassinado (75,1%), ser vítima de agressão sexual (66,2%), ter uma joia arrancada em assalto (65,3%), ser agredido fisicamente por escolha política (59,6%), andar pela vizinhança após anoitecer (47,6%) e ser vítima de agressão física por parceiro íntimo ou ex (42,2%).

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Nos últimos 12 meses, além dos golpes digitais, os crimes mais relatados foram: ter familiar ou conhecido assassinado (13,1%), fraude ou desvio em apps bancários ou PIX (12,4%), ser vítima de bala perdida (9,7%), ter celular furtado ou roubado (8,3%), ser roubado ou assaltado na rua (6,5%), familiar morto durante assalto (6,2%), roubo à mão armada (3,8%), agressão por parceiro íntimo (3,8%), invasão de residência (3,6%), agressão por escolha política (2,2%), roubo de joia (1,7%) e agressão sexual (1,4%).

Subnotificação e desafios

Um dos maiores problemas apontados pelo relatório é a subnotificação massiva dos crimes digitais. Estima-se que apenas 8,2% dos casos cheguem ao conhecimento das autoridades por meio de boletins de ocorrência de estelionato. Essa “cifra oculta” alimenta a percepção de impunidade e a baixa confiança nas instituições, segundo o estudo.

A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” foi realizada pelo Instituto Datafolha entre 9 e 10 de março de 2026, com abrangência nacional e 2.004 entrevistas em 137 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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