Governador Hercílio Luz morreu antes de ver ponte que leva seu nome
Governador morreu antes de ver ponte que leva seu nome

O governador de Santa Catarina que idealizou a ponte que leva seu nome não viu a inauguração da estrutura em Florianópolis. Para que Hercílio Luz pudesse participar simbolicamente desse momento, foi construída uma réplica, atravessada por ele em 8 de outubro de 1924. Doze dias depois, ele morreu, vítima de câncer no estômago.

A necessidade da ponte

A construção da ponte foi idealizada devido à necessidade de uma ligação entre a Ilha de Santa Catarina e a parte continental da cidade. Antes da estrutura, a travessia entre a ilha e o continente só era possível por barcos e barcaças. Bastava um vento forte ou mar agitado para inviabilizar a travessia e isolar completamente a maior parte dos 40 mil habitantes de Florianópolis na época.

Obra e saúde debilitada

A ponte foi idealizada pelo então governador Hercílio Luz. Aos poucos, o projeto saía do papel e a construção tomava forma. A obra começou em 14 de novembro de 1922, mas, com o tempo, começaram a ser evidenciados os danos provocados pelo câncer de estômago que acometia o idealizador. A saúde de Hercílio Luz não ia bem, e as autoridades sabiam disso. Como não havia tempo hábil para que o governador visse a construção finalizada, a solução foi uma inauguração simbólica.

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Inauguração simbólica e morte

Assim, em 8 de outubro de 1924, recém-chegado de Paris, onde buscou tratamento, Hercílio Luz atravessou uma réplica de 18 metros de comprimento instalada em frente ao trapiche. O chefe do Executivo estadual morreu apenas 12 dias depois, aos 64 anos. A perda fez com que a construção, que antes seria chamada de Ponte da Independência, tivesse o nome alterado definitivamente para Ponte Hercílio Luz.

Quem foi Hercílio Luz

Hercílio Pedro da Luz nasceu em Nossa Senhora do Desterro, antigo nome da capital catarinense, em 29 de março de 1860. Estudou na cidade, depois foi para o Rio de Janeiro e cursou universidade na Bélgica. Voltou ao Brasil em 1883. Dois anos depois, casou-se com Etelvina Cezarina Ferreira, filha de um comerciante de Florianópolis. Tiveram 14 filhos. Etelvina morreu em 1914. No ano seguinte, Hercílio casou-se com a irmã mais nova dela, Corália, com quem teve mais cinco filhos. Na política, governou Santa Catarina por três mandatos: 1894 a 1898, 1918 a 1922 (eleito vice de Lauro Müller, que não assumiu, sendo governador em exercício até o fim do mandato) e 1922 a 1924. Também foi senador.

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