O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, nesta segunda-feira (18), quatro novas linhas de luz do acelerador de partículas Sirius, em Campinas (SP). A cerimônia marcou a expansão da infraestrutura científica brasileira, que agora conta com um total de 14 linhas de luz operacionais. O investimento total foi de aproximadamente R$ 200 milhões, provenientes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Ampliação da capacidade de pesquisa
As novas linhas de luz permitirão avanços em áreas como saúde, materiais, energia e meio ambiente. O Sirius é um dos aceleradores de partículas mais modernos do mundo, capaz de gerar luz síncrotron de altíssima intensidade, utilizada para investigar a estrutura da matéria em escala atômica e molecular.
Impactos estratégicos
Com a ampliação, o Brasil fortalece sua posição na pesquisa científica global. As novas linhas incluem a Mogno, dedicada a nanotecnologia, e a Carnaúba, voltada para ciência de materiais. Durante a inauguração, Lula destacou a importância do investimento em ciência para o desenvolvimento nacional.
- Linha Mogno: permite análise de materiais em escala nanométrica, com aplicações em eletrônica e farmacêutica.
- Linha Carnaúba: focada em caracterização de materiais para energia e sustentabilidade.
- Linha Sapucaia: voltada para estudos de biologia estrutural, auxiliando no desenvolvimento de medicamentos.
- Linha Ipê: destinada a pesquisas em geociências e meio ambiente.
Cerimônia de inauguração
O evento contou com a presença de ministros, cientistas e representantes de universidades. Lula ressaltou que o Sirius é um patrimônio nacional e que o governo continuará apoiando a ciência. A expectativa é que as novas linhas atraiam pesquisadores de todo o mundo, gerando colaborações internacionais.
Além disso, o governo anunciou um novo edital para seleção de projetos de pesquisa que utilizarão as linhas de luz. As inscrições estarão abertas a partir de agosto de 2026.



