Fábrica clandestina de bebidas é desarticulada na Bahia com apreensão de 18 mil rótulos
Polícia desarticula fábrica clandestina de bebidas na Bahia

Uma operação da Polícia Civil da Bahia resultou na desarticulação de uma fábrica clandestina de bebidas na cidade de Vitória da Conquista, nesta quarta-feira (14). A ação, que cumpriu um mandado de busca e apreensão, revelou um estabelecimento que funcionava sem qualquer autorização legal e em condições sanitárias consideradas precárias pelas autoridades.

Condições insalubres e reutilização de materiais

De acordo com as investigações, o local operava de forma totalmente irregular. Imagens registradas no interior da fábrica mostravam tanques abertos sendo usados para lavar e remover rótulos antigos de garrafas de vidro, que eram posteriormente reutilizadas no envase das bebidas produzidas no local. Entre os produtos fabricados estava o refrigerante conhecido como Tubaína.

A polícia destacou que as bebidas eram fabricadas sem autorização dos órgãos competentes, utilizando rótulos sem registro e sem validade. Além disso, os insumos utilizados na produção eram armazenados de maneira inadequada, configurando um risco à saúde pública.

Apreensões e interdição do local

A operação contou com a presença de um auditor fiscal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que determinou a suspensão imediata das atividades e o lacramento do estabelecimento.

Os policiais e fiscais realizaram a apreensão de uma grande quantidade de materiais. Os itens interditados incluíram:

  • 1.632 unidades de garrafas de refrigerante de 330 ml;
  • 18 mil rótulos irregulares;
  • 10 mil tampinhas;
  • 18 quilos de aromatizantes;
  • 3 quilos de adoçantes;
  • Todo o maquinário utilizado na produção clandestina.

Também foram apreendidos documentos, um aparelho celular e um veículo que era utilizado para o transporte das bebidas, o qual foi encontrado carregado com produtos prontos para distribuição no mercado.

Histórico de irregularidades e investigações

A polícia revelou um dado alarmante: o mesmo imóvel já havia sido alvo de ação fiscalizatória e interdição no ano de 2018, indicando que as atividades irregulares persistiram mesmo após a primeira intervenção.

O responsável pelo estabelecimento agora responde a inquérito policial sob a acusação de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substâncias alimentícias. Os documentos e objetos apreendidos serão analisados para aprofundar as investigações e identificar possíveis envolvidos na rede de fabricação e distribuição.

O caso permanece sob investigação da Polícia Civil da Bahia, que segue apurando a extensão das atividades ilegais e os possíveis destinos dos produtos adulterados.