Corinthians prioriza Libertadores e mantém alerta no Brasileirão
Corinthians prioriza Libertadores e mantém alerta no Brasileirão

O Corinthians, ao contrário do planejamento inicial, não tratou o jogo contra o Peñarol como uma decisão, pois o cenário no Campeonato Brasileiro mudou suas expectativas. Mesmo com um time reserva em Montevidéu, a equipe conseguiu um empate fora de casa, garantiu a liderança do Grupo E da Libertadores e poupou titulares para o duelo contra o Atlético Mineiro no domingo.

Liderança valorizada, mas Brasileirão em alerta

Internamente, a classificação em primeiro lugar no grupo é vista como uma conquista relevante. Decidir os mata-matas na Neo Química Arena é considerado uma vantagem importante, e o clube busca manter o mando de campo em fases futuras da Libertadores. A campanha superou as expectativas da diretoria, e a competição é prioridade nos bastidores, tanto para o elenco quanto para os dirigentes.

Por outro lado, o cenário no Campeonato Brasileiro é oposto e acendeu o alerta antes do previsto. O compromisso interno era evitar sustos na competição, diferente dos últimos dois anos, quando o Corinthians flertou com o rebaixamento. Esse pacto foi firmado com Dorival Júnior e mantido por Fernando Diniz, que entende ser fundamental evitar riscos, especialmente com a equipe abrindo a zona de rebaixamento. O clube acredita que dificilmente disputará o título com Flamengo e Palmeiras, devido à vantagem e ao poder de investimento dos rivais. Por isso, as competições de mata-mata são vistas como os principais caminhos para um título, sem abrir mão dos pontos corridos.

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Planejamento do segundo semestre depende da pausa

A avaliação interna é que o Corinthians precisa conquistar seis pontos nos dois últimos jogos antes da paralisação para a Copa do Mundo. Passar o período do Mundial entre os quatro últimos colocados seria prejudicial para o ambiente e para o planejamento do segundo semestre. A comissão técnica acredita que a forma como o time chegará à pausa impactará diretamente o restante da temporada, planejado em conjunto com a diretoria. Isso ainda não foi possível devido à chegada de Fernando Diniz no início da maratona de jogos de abril e maio, considerada decisiva.

Na visão do treinador, o Corinthians pode brigar por títulos no segundo semestre sem riscos no Brasileirão, desde que permaneça estável na primeira página da tabela. Para isso, Diniz considera essencial manter a base do elenco, mesmo sem reforços. A diretoria, no entanto, planeja arrecadar ao menos 20 milhões de euros (cerca de R$ 116,2 milhões) com vendas de jogadores na janela do meio do ano, visando equilibrar as contas sem perdas esportivas significativas.

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