Terapeuta Gabriela Martins morre aos 31 anos após complicações em procedimento de fertilização in vitro em São Paulo
A terapeuta Gabriela Martins Moura faleceu aos 31 anos devido a complicações decorrentes de uma fertilização in vitro realizada em uma clínica particular de São Paulo, conforme informações divulgadas pela sua família. A piauiense sofreu morte encefálica na terça-feira, dia 24 de fevereiro de 2026, no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, onde permaneceu internada por oito dias.
Família esclarece causa da morte e autoriza doação de órgãos
A jornalista Nahiza Monteles, prima de Gabriela, relatou ao g1 que a família está organizando os trâmites para transportar o corpo da terapeuta de São Paulo para Teresina, no Piauí, sua cidade natal. Os familiares autorizaram a doação de órgãos, um gesto de solidariedade em meio à dor.
Em publicação nas redes sociais, Nahiza destacou que os parentes "estão esgotados e tristes", mas consideraram necessário esclarecer a causa do óbito após surgirem comentários equivocados sugerindo que Gabriela teria realizado uma cirurgia plástica. Segundo a prima, a complicação durante o procedimento de fertilização resultou em uma parada cardiorrespiratória, levando a terapeuta ao coma e posterior transferência para o Sírio-Libanês.
"Minha prima não estava fazendo cirurgia plástica, não estava fazendo procedimento estético, ela estava tentando gerar uma vida. A fertilização in vitro foi realizada em uma clínica daqui bastante conceituada. Não foi em qualquer lugar, para os que especulam", escreveu a jornalista, enfatizando a natureza médica do caso.
Vida pessoal e profissional de Gabriela
Gabriela Martins Moura residia em São Paulo há cinco anos e, embora fosse formada em direito, atuava desde 2021 como terapeuta, especializando-se em psicologia positiva, mindfulness e neurociência. Ela era casada com o médico cirurgião Samuel Moura e faleceu um dia após completarem oito anos de matrimônio. Além disso, a terapeuta fundou um coletivo de mulheres na capital paulista, demonstrando seu engajamento social.
Nahiza complementou: "Foram oito dias de muita luta por parte dela, que era muito plena e viveu intensamente, da equipe médica, dos familiares e amigos. Portanto, nesse momento de imensa tristeza, pedimos respeito pela dor da nossa família".
Luto na comunidade acadêmica
A sogra de Gabriela, professora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Piauí (UFPI), recebeu condolências da instituição. Em nota, a UFPI expressou profundo pesar pelo falecimento, destacando a raridade e dor da fatalidade ocorrida durante a busca pela maternidade. A universidade estendeu suas condolências aos pais de Gabriela, Elzimar e Inês Martins, ao esposo Samuel, e à família ampliada, desejando força e conforto divino para superar o momento difícil.
Este caso trágico ressalta os riscos associados a procedimentos médicos complexos e a importância do apoio familiar em situações de perda, enquanto a doação de órgãos de Gabriela pode trazer esperança a outras vidas.



