Vigilância Sanitária interdita farmácia clandestina em Campinas com apreensão de R$ 940 mil
Farmácia clandestina é fechada em Campinas com apreensão milionária

Operação fecha farmácia de manipulação clandestina em Campinas com apreensão de 3 toneladas

A Vigilância Sanitária, em ação conjunta com a Polícia Civil, interditou uma farmácia de manipulação clandestina na Avenida Doutor Moraes Salles, no bairro Cambuí, em Campinas, no interior de São Paulo, na tarde desta terça-feira, 17 de setembro. Durante a operação, foram apreendidas aproximadamente 3 toneladas de matéria-prima, avaliadas em R$ 940 mil, evidenciando a escala irregular da atividade.

Condições precárias e riscos à saúde

No momento da fiscalização, duas pessoas estavam manipulando produtos sem equipamentos de proteção adequados, em um ambiente sem controle de temperatura e higiene. A fábrica operava de forma totalmente irregular, sem alvará sanitário, colocando em grave risco a saúde da população, conforme destacado pela prefeitura municipal.

Funcionários relataram aos agentes que o laboratório clandestino funcionava há pelo menos um ano, com a meta ambiciosa de produzir 50 mil cápsulas por dia. Foram encontradas máquinas industriais em más condições de limpeza, utilizadas para produção em grande escala, além de irregularidades na dosagem dos medicamentos, com diferenças significativas de gramatura.

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Irregularidades constatadas pela fiscalização

A Vigilância Sanitária apontou uma série de violações graves, incluindo:

  • Funcionamento sem licença sanitária válida
  • Ausência de responsável técnico habilitado no local
  • Manipulação de substâncias controladas sem autorização adequada
  • Descumprimento das boas práticas de manipulação exigidas pela legislação vigente

Além disso, foi descoberto que o laboratório clandestino utilizava fraudulentamente a licença da farmácia vizinha, a Biostévi Pharma, para abastecer suas operações irregulares, configurando um caso sério de falsificação documental.

Defesa e posicionamento da farmácia envolvida

O responsável pelo estabelecimento interditado terá um prazo de 10 dias para apresentar sua defesa no processo administrativo sanitário instaurado. Enquanto isso, a Biostévi Pharma emitiu uma nota oficial afirmando que possui Licença Sanitária e Alvará de Funcionamento regularizados.

A empresa destacou que "todas as matérias-primas presentes no estabelecimento possuem laudos técnicos, certificados de qualidade e comprovação de origem, atendendo às exigências legais aplicáveis". A Biostévi Pharma também contestou o volume de 3 toneladas de insumos apreendidos, alegando que a quantidade armazenada era significativamente inferior e incompatível com a capacidade física do local.

Em sua declaração, a farmácia se comprometeu a realizar quaisquer adequações necessárias assim que for formalmente orientada pela Vigilância Sanitária, reforçando seu compromisso com a qualidade e conformidade regulatória.

Impacto na saúde pública e próximos passos

Esta operação evidencia os perigos das farmácias de manipulação clandestinas, que colocam em risco a saúde dos consumidores através de produtos fabricados em condições insalubres e sem controle adequado. As autoridades continuam investigando o caso para identificar possíveis envolvidos e evitar que práticas semelhantes se repitam na região.

A população é alertada para verificar a regularidade dos estabelecimentos farmacêuticos antes de adquirir medicamentos manipulados, priorizando sempre a segurança e a qualidade dos produtos oferecidos.

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