Estudantes da Comunidade Belém, localizada a dois dias de barco do município de Jordão, no Acre, enfrentam condições precárias na Escola Estadual Itapecerica, situada às margens do Rio Muru. A estrutura de madeira apresenta frestas nas paredes, permitindo a entrada de água da chuva. Imagens mostram uma sala de aula molhada enquanto os alunos assistem às aulas; para minimizar o problema, os professores cobriram a parte superior das paredes com tecido TNT.
Infraestrutura comprometida
A escola, construída em madeira, sofre com goteiras e frestas. Os alunos precisam guardar os materiais escolares durante as chuvas fortes. Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE-AC) informou que a unidade é um anexo da Escola Estadual Joaquim Nabuco e que uma empresa foi contratada para manutenção. Uma Ordem de Serviço no valor de R$ 350 mil será emitida para iniciar os trabalhos, e técnicos já verificaram as necessidades.
Falta de professores
A escola atende do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, mas conta com apenas dois professores para todas as disciplinas. Essa carência, somada às más condições, leva muitos alunos a desistirem. Uma ex-estudante, que preferiu não se identificar, relatou que seu irmão abandonou os estudos para trabalhar. Ela mesma enfrentou problemas como falta de merenda por duas semanas e cadeiras quebradas.
Dificuldades de acesso
A jovem explicou que a escola é a única opção viável na região. Para chegar a outras instituições, seriam necessários até três dias de barco. A própria escola fica a 30 minutos de barco da comunidade, e a prefeitura precisa disponibilizar um barqueiro para o transporte dos alunos. Ela se formou no ano passado, mas seus irmãos ainda sofrem com os mesmos problemas desde o 6º ano.
Os próprios estudantes filmaram e publicaram vídeos nas redes sociais para denunciar a situação. A SEE-AC afirmou que a manutenção será realizada em breve.



