Carnaval do Rio encerra com milhares de atendimentos médicos e toneladas de lixo recolhidas
Os desfiles das escolas de samba chegaram ao fim na quarta-feira de cinzas, dia 18 de fevereiro, marcando o encerramento oficial do Carnaval 2026 no Rio de Janeiro. Durante todo o período festivo, os seis postos médicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), instalados no Sambódromo, realizaram um total impressionante de 2.843 atendimentos a foliões e participantes.
Atendimentos médicos e transferências hospitalares
Desse montante, 167 pacientes precisaram ser encaminhados para hospitais da rede pública para cuidados mais especializados. Apenas na última noite do Grupo Especial das escolas de samba, realizada na terça-feira, dia 17, foram registrados 800 atendimentos e 37 transferências para unidades hospitalares.
Além disso, entre os dias 24 de janeiro e 17 de fevereiro, os quatro postos de atendimento médico montados para o carnaval de rua no centro e na zona sul do Rio realizaram 694 atendimentos, com 89 transferências para hospitais. As principais causas dos atendimentos incluíram:
- Descompensação de doenças crônicas
- Picos de pressão arterial
- Mal-estar e fadiga devido ao esforço físico dos desfiles
- Peso excessivo das fantasias e calor intenso
- Dores de cabeça persistentes
- Cortes e ferimentos leves
- Entorses e lesões ortopédicas
- Contusões diversas
- Intoxicação por consumo exagerado de bebidas alcoólicas
Ações de fiscalização sanitária
O Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio) também esteve atuante durante o Carnaval, lavrando nove autos de infração no Sambódromo. As irregularidades identificadas incluíram ausência de documentação exigida e condições higiênico-sanitárias consideradas insatisfatórias. As equipes do órgão orientaram os responsáveis para que os ajustes necessários fossem realizados prontamente.
Operação de limpeza urbana
A Operação Carnaval 2026 da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) recolheu um volume significativo de resíduos durante os dias de folia. Na terça-feira, foram coletadas 296,3 toneladas de lixo em todos os pontos de celebração.
Após a última noite do desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial, foram recolhidas 55,5 toneladas de resíduos, sendo 35,4 toneladas na área interna do Sambódromo e 20,1 toneladas na parte externa e no entorno. Esse montante contribuiu para um total de 242,2 toneladas em cinco dias de desfiles.
Os blocos de rua que desfilaram na terça-feira, juntamente com os bailes populares nos bairros e na Cinelândia, além dos desfiles dos blocos de embalo da Avenida Chile-Bira Presidente, geraram 217,1 toneladas de resíduos nesse mesmo dia. Destaque para o Bloco Cordão do Carrapato, que produziu sozinho 17,2 toneladas de lixo.
Desde o início do pré-carnaval, os blocos, bailes e desfiles de embalo acumularam 1.100 toneladas de resíduos. A noite de terça-feira na Intendente Magalhães gerou 23,7 toneladas de lixo, somando 79 toneladas em quatro dias de desfiles naquela região.
No total, a Operação Carnaval 2026 da Comlurb contabilizou 1.421,2 toneladas de resíduos recolhidos desde o período pré-carnavalesco, demonstrando o enorme impacto ambiental da festividade.