Álcool e refrigerantes: como essas bebidas podem agravar os sintomas da depressão
Bebidas que podem piorar a depressão: álcool e refrigerantes

Álcool e refrigerantes: como essas bebidas podem agravar os sintomas da depressão

A falta de energia, a tristeza profunda sem explicação aparente e o desinteresse generalizado são alguns dos sintomas mais comuns da depressão, um transtorno psiquiátrico que pode ser significativamente agravado pelo consumo de determinadas bebidas. Embora muitas pessoas busquem alívio imediato em substâncias como o álcool, os efeitos a longo prazo podem ser devastadores para a saúde mental.

Álcool: um depressor do sistema nervoso central

É um erro comum associar o álcool a um estimulante apenas porque ele pode provocar efeitos imediatos, como aumento da frequência cardíaca, maior estado de alerta e, em alguns casos, agressividade. No entanto, o site Verywell Mind explica que o álcool é, na verdade, um depressor do sistema nervoso central, podendo afetar profundamente a forma como o cérebro se comunica com os nervos do corpo.

Essa substância atua sobre o neurotransmissor ácido gama-aminobutírico (GABA), que desacelera a atividade cerebral. Isso pode causar efeitos como:

  • Relaxamento e sonolência
  • Fala arrastada e diminuição das inibições
  • Problemas de coordenação motora

Além disso, especialistas alertam que beber álcool rapidamente e em grandes quantidades pode levar a sintomas mais graves, como perda de memória, coma e até mesmo morte. Os efeitos colaterais mais comuns do consumo de álcool incluem:

  1. Pressão baixa e tontura
  2. Perda de coordenação e visão turva
  3. Dor de cabeça e náusea
  4. Tempo de reação reduzido e vômito
  5. Comprometimento das funções mentais
  6. Respiração lenta e perda de consciência
  7. Amnésia temporária

Vale destacar que os efeitos do álcool dependem, em grande parte, da quantidade ingerida, da velocidade de consumo e de fatores individuais, como a genética de cada pessoa.

Refrigerantes: risco aumentado de transtornos depressivos

O consumo de refrigerantes também está associado ao aumento do risco de transtornos depressivos, possivelmente devido a alterações no microbioma intestinal, segundo estudo citado pelo Medscape. Os sintomas mais graves costumam ser observados em mulheres, possivelmente por diferenças biológicas e hormonais que influenciam esses padrões.

De acordo com o especialista Thanarajah, citado pela mesma fonte, os refrigerantes podem aumentar o risco de depressão por diversos mecanismos:

  • Picos de açúcar no sangue que afetam o cérebro
  • Alterações no microbioma intestinal
  • Processos inflamatórios no organismo
  • Impactos negativos no sistema de recompensa do cérebro

Diferentemente de alimentos sólidos, os refrigerantes liberam rapidamente açúcar ou adoçantes no cólon, o que pode elevar rapidamente os níveis de glicose no sangue, atingir o cérebro e favorecer o crescimento de bactérias intestinais com propriedades pró-inflamatórias. O microbioma intestinal também pode ser prejudicado porque algumas dessas bebidas contêm adoçantes artificiais, como o aspartame.

Além disso, a pesquisa aponta os efeitos negativos do açúcar enquanto substância com potencial viciante, o que pode criar um ciclo difícil de romper para pessoas que já enfrentam desafios com a saúde mental.

Avaliação médica é fundamental

É importante ressaltar que consumir essas bebidas não significa, por si só, desenvolver depressão. O diagnóstico da doença exige sempre avaliação médica especializada, e os fatores de risco são multifatoriais. No entanto, entender como certas substâncias podem agravar os sintomas é crucial para um tratamento eficaz e para a adoção de hábitos mais saudáveis.

Profissionais de saúde recomendam que pessoas com diagnóstico de depressão ou sintomas relacionados evitem o consumo excessivo de álcool e refrigerantes, buscando alternativas mais equilibradas para o bem-estar mental e físico.