Brasil registra 90 casos de mpox em 2026, com vigilância ativa e controle em andamento
Brasil tem 90 casos de mpox em 2026; vigilância ativa em curso

Brasil registra 90 casos de mpox em 2026, com vigilância ativa e controle em andamento

O cenário epidemiológico da mpox no Brasil em 2026 apresenta um quadro de vigilância ativa e controle, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Até o momento, o país soma 90 casos confirmados da doença desde o início do ano, com mais de 180 notificações de suspeitas distribuídas por diferentes regiões. O estado de São Paulo concentra o maior número de ocorrências, com aproximadamente 60 registros confirmados e 70 em análise, destacando-se como a área mais afetada.

Comparação com anos anteriores e perfil dos infectados

Em 2025, o Brasil registrou 1.079 casos confirmados de mpox e duas mortes relacionadas à doença. No mesmo período do ano passado, o país tinha 215 casos registrados, indicando uma variação significativa. A maioria dos infectados em 2025 era composta por homens, especialmente na faixa etária de 30 a 39 anos, e houve o registro de dois óbitos, reforçando a necessidade de atenção contínua.

Entendendo a mpox e seus sintomas

A infectologista da Afya São João del-Rei, Dra. Janaína Teixeira, explica que a mpox é uma doença zoonótica, ou seja, pode acometer tanto seres humanos quanto alguns animais. Ela é causada pelo vírus monkeypox, que leva o mesmo nome da doença, sendo ele semelhante ao vírus da varíola, enfermidade já erradicada no Brasil graças à vacinação, sendo considerados vírus “primos”.

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“No nosso organismo, o vírus do monkeypox se manifesta principalmente com lesões de pele. Essas lesões começam com elevações bem delimitadas na pele que evoluem para vesículas, pequenas bolhas com conteúdo aquoso, geralmente com um pontinho central chamado de umbilicação. As lesões podem aparecer no rosto, tronco e se espalhar pelo corpo. Além das lesões, podem surgir sintomas sistêmicos como febre, dor de cabeça, inchaço dos linfonodos (ínguas) e mialgia (dor no corpo)”, detalha a especialista.

Casos em Minas Gerais e tendência de estabilidade

O estado de Minas Gerais registrou seus primeiros casos do ano no final deste mês de fevereiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), três homens com idades entre 35 e 45 anos foram diagnosticados com a doença no estado, sendo dois residentes em Belo Horizonte e um em Contagem.

Dra. Janaína esclarece que a transmissão da monkeypox ocorre principalmente por contato próximo. “Isso inclui contato direto com as lesões de pele, com secreções (inclusive respiratórias) e situações de contato íntimo ou prolongado. Pessoas que vivem no mesmo domicílio ou que mantêm relações sexuais, por envolverem contato muito próximo, têm maior risco de transmissão. Além disso, o vírus pode ser transmitido por meio de objetos e utensílios contaminados, como roupas de cama e toalhas que tenham tido contato com secreções”.

Embora as confirmações acendam o alerta para a circulação contínua do vírus, os dados são positivos quanto à recuperação, uma vez que todos os pacientes evoluíram para a cura. Este início de ano em Minas Gerais mostra uma tendência de estabilidade quando comparado aos anos anteriores, visto que o estado fechou 2025 com 135 casos e 2024 com 69 registros oficiais.

Prevenção e combate contra a mpox no ambiente doméstico

Diante da confirmação de casos e da manutenção da circulação do vírus, os cuidados no ambiente doméstico tornam-se essenciais para reduzir o risco de transmissão, especialmente entre pessoas que convivem no mesmo espaço. Como a mpox é transmitida principalmente por contato próximo, a adoção de medidas simples dentro de casa pode fazer toda a diferença na proteção de familiares e contatos próximos.

A médica da Afya Contagem, Dra. Érica Abjaudi, comenta sete medidas simples mas que podem fazer total diferença na prevenção:

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  • Manter o paciente em quarto separado e bem ventilado.
  • Evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, como roupas, toalhas, talheres e lençóis.
  • Lavar roupas e roupas de cama com água e sabão.
  • Higienizar superfícies com desinfetantes comuns.
  • Manter as lesões de pele cobertas.
  • Utilizar máscara ao permanecer no mesmo ambiente que outras pessoas.
  • Higienizar as mãos com frequência.

“Ao identificar sinais suspeitos, a orientação é buscar atendimento médico e seguir corretamente as recomendações de isolamento e cuidados. A conscientização da população e a adoção de medidas preventivas continuam sendo as principais aliadas para reduzir a transmissão e proteger a saúde de todos”, complementa a especialista.