Araraquara confirma primeiro caso de mpox no município em 2025
A Prefeitura de Araraquara, no interior de São Paulo, anunciou nesta semana o primeiro caso confirmado de mpox, doença anteriormente denominada varíola dos macacos, no município para o ano de 2025. O paciente, um jovem, encontra-se em bom estado de saúde e está cumprindo quarentena em sua residência, seguindo rigorosamente as orientações do Serviço Especial de Saúde de Araraquara (Sesa).
Paciente em tratamento domiciliar e monitoramento contínuo
Conforme informações apuradas, o jovem diagnosticado com mpox está recebendo tratamento adequado e mantém isolamento domiciliar, sem necessidade de internação hospitalar. A administração municipal destacou, em nota oficial, que o paciente está sendo acompanhado de perto pelas equipes de saúde, em conformidade com os protocolos estabelecidos para o controle da doença.
A médica infectologista Estela Catelani, do Sesa, confirmou o diagnóstico em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo. "Ele está bem, e até o momento, este é o único caso registrado no município. O paciente teve contato com pessoas de fora da cidade", afirmou a especialista, ressaltando que todas as medidas de controle e monitoramento já foram implementadas.
Sintomas e confirmação laboratorial
O paciente apresentou lesões cutâneas características da mpox em diversas regiões do corpo, incluindo área genital, tronco, membros superiores e boca. A confirmação da doença ocorreu após análise laboratorial realizada pelo Instituto Adolfo Lutz, com resultado comunicado às autoridades locais na manhã de quarta-feira (25).
De acordo com o painel de monitoramento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-SP), o caso de Araraquara corresponde a um homem com idade entre 25 e 27 anos. A Secretaria Estadual confirmou oficialmente o primeiro caso na região na terça-feira (24).
Contexto estadual e preocupações globais
No estado de São Paulo, o número total de casos confirmados de mpox chegou a 57 até a publicação desta reportagem, sem registros de óbitos relacionados à doença. Este cenário local se insere em um contexto global de atenção renovada à mpox, especialmente após a detecção de uma nova variante no Reino Unido e na Índia na semana passada.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que esses registros internacionais sugerem uma circulação viral possivelmente mais ampla do que a documentada anteriormente. Contudo, a avaliação global de risco mantém-se inalterada, sem elevação do nível de alerta.
Entendendo a mpox: transmissão, sintomas e prevenção
A mpox é classificada como uma zoonose viral, com transmissão ocorrendo entre animais e seres humanos. Os principais meios de contágio incluem:
- Contato próximo com fluidos corporais de pessoa infectada
- Exposição a arranhões ou mordidas de animais doentes
- Compartilhamento de objetos pessoais contaminados
Identificada inicialmente em colônias de macacos em 1958 - daí sua denominação original "varíola dos macacos" - a doença hoje é conhecida por poder ser transmitida por diversos mamíferos, incluindo roedores como esquilos e até mesmo cães domésticos, o que motivou a mudança de nomenclatura.
Os sintomas característicos da mpox compreendem:
- Dor de cabeça intensa
- Inchaço dos gânglios linfáticos
- Erupções cutâneas e lesões na pele
Especialistas em saúde pública recomendam medidas preventivas fundamentais para reduzir o risco de contágio:
- Evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas
- Manter rigorosa higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel
- Não compartilhar objetos de uso pessoal como toalhas, roupas e utensílios
O vírus da mpox apresenta dois tipos clássicos com diferentes níveis de gravidade, sendo a disseminação do patógeno uma preocupação constante entre a comunidade científica e as autoridades sanitárias. A OMS elevou a mpox ao mais alto nível de alerta em 2024, destacando a necessidade de vigilância epidemiológica contínua e resposta rápida a novos casos.
