Acre completa seis anos dos primeiros casos de Covid-19 com mais de 175 mil infecções e 2.105 mortes
Acre: 6 anos da Covid-19 com 175 mil casos e 2.105 mortes

Acre marca seis anos dos primeiros diagnósticos de Covid-19 com impacto profundo na saúde pública

Há exatos seis anos, em 17 de março de 2020, o Acre confirmava oficialmente os primeiros casos de Covid-19, ingressando em uma pandemia que alteraria drasticamente a rotina da população e exerceria pressão extrema sobre o sistema de saúde em todo o estado. Os três diagnósticos iniciais foram registrados na capital Rio Branco e envolveram pacientes com histórico de viagem para outros estados, especificamente São Paulo e Ceará.

Evolução dos números: da emergência à estabilização

Desde aqueles registros pioneiros em 2020 até a semana epidemiológica 49 de 2025, o Acre acumulou mais de 175 mil casos confirmados da doença e lamentou 2.105 óbitos. O ano de 2025, por sua vez, apresentou 4.873 casos confirmados e 24 mortes, com a aplicação de 15.393 doses de vacina contra a Covid-19 no período.

O primeiro ano da pandemia, 2020, testemunhou 41.620 casos e 795 mortes. Já 2021, considerado o período mais crítico em termos de fatalidades, registrou 46.764 infecções e 1.056 óbitos. Em 2022, os números saltaram para 70.315 casos, mas as mortes caíram para 189. Nos anos subsequentes, com o avanço significativo da vacinação, houve uma redução marcante: 2023 teve 8.015 casos e 27 mortes, enquanto 2024 fechou com apenas 3.553 infecções e 14 óbitos.

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Os primeiros pacientes e o impacto inicial

Os casos inaugurais envolveram um homem de 30 anos e uma mulher de 50, ambos retornando de São Paulo, e uma advogada de 37 anos que estava em Fortaleza. Destes, apenas a advogada evoluiu para estado grave, necessitando de 12 dias de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O primeiro óbito oficial ocorreu em 6 de abril de 2020, com a morte da idosa Antônia Holanda, de 79 anos, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito, em Rio Branco.

O pico mais alto de mortes foi registrado em junho de 2020, com 217 óbitos, enquanto abril do mesmo ano apresentou o menor número, com 19 fatalidades. No mesmo dia da confirmação dos primeiros casos, o governo acreano decretou situação de emergência, antecipando medidas de enfrentamento que incluíram toque de recolher, suspensão de atividades não essenciais e restrições de circulação nos fins de semana.

Cenário crítico e resposta vacinal

Durante 2020 e 2021, o estado enfrentou momentos extremamente difíceis, com alta ocupação de leitos de UTI, abertura de hospitais de campanha e risco iminente de desabastecimento de oxigênio em certos períodos. Um ano após os primeiros casos, o Acre já somava mais de 63.378 infecções confirmadas e 1.140 mortes, com transmissão comunitária estabelecida em todos os municípios.

A vacinação contra a Covid-19 teve início em janeiro de 2021, com a chegada do primeiro lote da CoronaVac, totalizando 40.760 doses iniciais. Ao todo, sete lotes foram direcionados para idosos, profissionais de saúde e povos indígenas. O ato solene de vacinação dos primeiros profissionais incluiu uma técnica de enfermagem, duas enfermeiras (sendo uma indígena) e um idoso do Lar Vicentino.

Alerta contínuo e medidas preventivas

As autoridades de saúde destacam que a ampliação da vacinação foi fundamental para a redução observada nos casos graves e óbitos nos últimos anos. No entanto, reforçam que a doença permanece em circulação e pode apresentar novos picos sazonais, especialmente em períodos de maior aglomeração ou queda na cobertura vacinal.

Especialistas enfatizam a importância de manter a vacinação em dia e buscar atendimento médico diante de sintomas gripais, como forma de prevenir novos surtos e proteger os grupos mais vulneráveis. As medidas preventivas continuam sendo:

  • Higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados
  • Utilizar máscaras em locais de maior risco de transmissão
  • Manter a vacinação contra Covid-19 e outras doenças respiratórias atualizada

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) informou que, devido a instabilidades no sistema nacional, os dados atualizados até março serão repassados posteriormente, mantendo a vigilância ativa sobre a evolução da pandemia no território acreano.

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