Tragédia em Mato Grosso: dois bebês de um ano morrem afogados em menos de 24 horas
O estado de Mato Grosso foi palco de uma trágica sequência de eventos neste fim de semana, com a morte de dois bebês de apenas um ano em acidentes de afogamento separados por menos de 24 horas. Os incidentes ocorreram entre sábado (14) e domingo (15), deixando famílias e comunidades em luto e alertando para a importância da supervisão constante de crianças pequenas.
Primeiro caso em Juara: bebê encontra represa enquanto avó estava no banheiro
No município de Juara, localizado a aproximadamente 690 quilômetros da capital Cuiabá, uma bebê de um ano estava em uma chácara na zona rural acompanhada de sua avó. Conforme detalhado no boletim de ocorrência, a avó momentaneamente se ausentou para usar o banheiro, e a criança, aproveitando que a porta da cozinha estava destrancada, conseguiu sair da residência.
A menina acabou caindo em uma represa que ficava nas proximidades da casa. Ao retornar, a avó encontrou a neta dentro da água e imediatamente acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Os socorristas do Samu realizaram os primeiros atendimentos e transportaram a vítima ao Hospital Municipal de Juara. Infelizmente, apesar de todas as manobras de reanimação realizadas pela equipe médica, a criança não resistiu aos ferimentos e teve sua morte confirmada na unidade de saúde.
Segundo caso em Várzea Grande: bombeiros tentam reanimar criança inconsciente
Enquanto isso, na região metropolitana de Cuiabá, especificamente em Várzea Grande, um segundo caso trágico foi registrado no domingo. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para atender uma ocorrência de afogamento envolvendo outro bebê de um ano, identificado como Brayan Henrique Ramos de Souza.
Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a criança já inconsciente e iniciaram imediatamente os procedimentos de reanimação cardiorrespiratória no local. A vítima foi então levada com urgência ao pronto-socorro municipal, onde médicos continuaram os esforços para salvar sua vida.
No entanto, assim como no caso anterior, todos os esforços médicos foram em vão, e a criança também não sobreviveu ao acidente. A sequência desses dois eventos em um curto espaço de tempo chocou a população local e levantou discussões sobre medidas preventivas.
Investigações policiais descartam indícios de crime
A Polícia Civil de Mato Grosso, responsável pelas investigações de ambos os casos, emitiu um comunicado esclarecendo que, até o momento, não foram encontrados quaisquer indícios de crime ou negligência intencional nos dois afogamentos. As autoridades tratam os incidentes como trágicos acidentes domésticos, enfatizando a natureza imprevisível e rápida com que situações de risco podem se desenvolver com crianças pequenas.
Especialistas em segurança infantil lembram que bebês e crianças na primeira infância requerem vigilância constante, especialmente em ambientes com água, como piscinas, banheiras, baldes, ou, como nestes casos, represas e corpos d'água naturais. A recomendação é que portas e acessos a áreas perigosas estejam sempre trancados e que um adulto supervisione diretamente a criança a todo momento.
As comunidades de Juara e Várzea Grande agora se unem em apoio às famílias enlutadas, enquanto as autoridades reforçam a importância de campanhas educativas sobre prevenção de afogamentos, que continuam sendo uma das principais causas de morte acidental de crianças no Brasil.