Criança de 2 anos busca doador de medula em campanha solidária no interior paulista
Nesta quarta-feira (4), data que marca o Dia Mundial do Câncer, a história do pequeno Lucas Silva Caetano, de apenas dois anos de idade, comove as redes sociais e mobiliza uma corrente de solidariedade em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Desde outubro de 2025, o menino enfrenta um tratamento intensivo contra a leucemia mieloide aguda, uma condição considerada particularmente grave e desafiadora.
Tratamento e necessidade urgente de transplante
Em entrevista ao g1, o pai da criança, Heliard Rodrigues do Santos Caetano, revelou que as sessões de quimioterapia realizadas até o momento não produziram os resultados esperados pela equipe médica. Diante dessa situação, os profissionais de saúde indicaram o transplante de medula óssea como a alternativa mais viável para buscar a cura completa.
"Foram feitas sessões de quimioterapia, mas o tratamento não obteve o resultado necessário. A partir de agora, foi feito o cadastro dele junto ao Redome, onde estamos realizando ações para mobilizar as pessoas, para que possam se cadastrar como doadores de medula", explicou Heliard, referindo-se ao Registro Brasileiro de Medula Óssea.
Condição de saúde delicada e isolamento necessário
O pai descreve que Lucas atualmente apresenta imunidade extremamente baixa, com níveis reduzidos de neutrófilos e leucócitos. Essa condição exige que o menino permaneça em isolamento rigoroso, pois qualquer infecção, mesmo as consideradas simples, pode evoluir para complicações sérias.
"Ele vem com imunidade muito baixa. Isso aumenta significativamente o risco de exposição a diversos tipos de doenças", alertou o pai, destacando a fragilidade do sistema imunológico do filho.
Tempo como fator crucial para o sucesso
Os especialistas enfatizam que o tempo é um elemento decisivo para o êxito do tratamento. Quanto mais rapidamente for encontrado um doador compatível, maiores serão as chances de uma evolução positiva no quadro de saúde de Lucas. A família vive uma corrida contra o relógio, buscando ampliar as possibilidades de encontrar a compatibilidade necessária.
Força e resiliência de uma criança especial
Apesar da gravidade da doença e das dificuldades inerentes ao tratamento, a família destaca a extraordinária força demonstrada por Lucas ao longo de todo o processo.
"O Lucas é uma criança forte, que transmite essa força para nós, para que continuemos batalhando, cuidando dele e dando todo o suporte necessário", ressaltou Heliard, emocionado.
Fora do ambiente hospitalar, Lucas revela-se uma criança cheia de vida e entusiasmo, com paixões típicas da sua idade: dinossauros, carrinhos e brincadeiras em grupo. Seu maior desejo, compartilhado pela família, é poder retomar uma infância plena após o tratamento.
"O desejo maior é que ele volte para casa, para que retome as brincadeiras, volte a nadar – atividade que tanto adora – e possa viver como qualquer criança, indo à escola e brincando com a família. Aguardamos ansiosamente por esse momento esperançoso", completou o pai.
Como ajudar e se tornar um doador
A busca por um doador 100% compatível ainda está em sua fase inicial. Interessados em ajudar Lucas podem buscar informações adicionais diretamente nas redes sociais de Kátia dos Santos Silva, mãe da criança.
Para contribuir com Lucas e com milhares de outras pessoas que aguardam por um transplante, o processo é relativamente simples:
- Cadastro no Redome: Primeiro passo fundamental para entrar no banco de doadores
- Serviço em Presidente Prudente: Hemocentro da Santa Casa (Rua Wenceslau Braz, 05)
- Requisitos básicos: Ter entre 18 e 35 anos e apresentar documento com foto
- Procedimento: Coleta de apenas 5 ml de sangue para teste de compatibilidade
Para quem não reside em Presidente Prudente, a orientação é procurar o hemocentro mais próximo da sua cidade para realizar o cadastro no sistema nacional.
"O que as pessoas fizerem pelo meu filho, terão em dobro. A gratidão é eterna e estamos à disposição para ajudar da mesma forma", finalizou Heliard, expressando a profunda gratidão da família pela solidariedade recebida.