Tutor e gato se curam juntos de esporotricose após tratamento em Guarujá
Tutor e gato se curam juntos de esporotricose em Guarujá

Tutor e gato enfrentam e superam esporotricose em tratamento conjunto em Guarujá

Uma história de superação e cuidado compartilhado marcou a vida de Divanilson Paiva e seu gato de estimação Bartmil em Guarujá, no litoral de São Paulo. O morador contraiu a esporotricose, uma doença infecciosa causada por fungos, após ser arranhado pelo animal que também estava doente. Juntos, eles passaram por um tratamento especializado e descobriram que a cura pode ser um processo coletivo entre humanos e seus companheiros animais.

O início da enfermidade e o diagnóstico correto

Bartmil contraiu a micose após ser arranhado por outro gato e acabou transmitindo a enfermidade para o tutor através de um arranhão. O animal chegou a apresentar diversas lesões no dorso e no corpo após um tratamento inicial sem sucesso. Divanilson, residente do bairro Enseada, enfrentou momentos difíceis ao lado do pet. "Não é fácil, a gente sofreu muito, ainda mais no começo, para ter o diagnóstico correto", lamentou o tutor em nota divulgada pela Prefeitura de Guarujá.

O apoio fundamental veio da equipe da Unidade de Vigilância em Zoonoses, onde profissionais se dedicam à prevenção, controle e monitoramento de doenças transmitidas entre animais e humanos. Bartmil chegou à unidade por encaminhamento e passou por exames para um diagnóstico completo. Em seguida, iniciou um tratamento com medicação específica e retornos a cada quinze dias para acompanhamento.

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Tratamento humanizado e processo de recuperação

Divanilson passou pelo mesmo tratamento que o gato, em um exemplo de abordagem integrada. "Foi muito cansativo vê-lo suportando", relembrou o tutor sobre os momentos difíceis. Eles só começaram a apresentar melhoras significativas após o suporte especializado da Vigilância em Zoonoses. "A doutora responsável nos deu um atendimento muito humanizado. Ela nos ajudou e nos acalmou", destacou Divanilson.

A veterinária Thalita de Noffri Lapa Louza explicou que a esporotricose é uma micose causada por fungos que vivem na terra, com principal sintoma sendo lesões no corpo. "É uma ferida que dói bastante, queima bastante, dá aquela sensação de ardência", descreveu a profissional. Segundo ela, a doença é altamente transmissível, exigindo que humanos infectados evitem compartilhar toalhas e itens pessoais para não propagar a micose. "Qualquer lesão na pele pode ser porta de entrada para esse fungo".

Riscos e importância do diagnóstico precoce

A veterinária alertou que, em muitos casos, a esporotricose pode evoluir para consequências graves, incluindo o óbito. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental. "O gato em estado muito avançado vai ter outras complicações e pode ser fatal para o gato. Então, se a gente pegar a lesão bem no começo, a gente consegue salvar", explicou Thalita.

Ela também chamou atenção para os cuidados necessários durante o tratamento medicamentoso. "A gente tem que ter todo um cuidado com a fisiologia do gato, porque, ao mesmo tempo que essa medicação, que é o antifúngico, mata o fungo, também pode acometer outros órgãos do gato", afirmou a especialista. De acordo com ela, o tratamento geralmente dura seis meses até o desaparecimento completo das lesões, sendo importante manter retornos ao veterinário para acompanhamento pós-recuperação.

Esta experiência em Guarujá destaca não apenas os desafios das zoonoses, mas também a importância de serviços públicos especializados e da relação de cuidado mútuo entre tutores e seus animais de estimação.

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