Uma emocionante história de reencontro familiar comoveu Goiânia nesta semana, após mais de quatro décadas de separação. Maria Luiza Gomes Soares, de 68 anos, finalmente reencontrou sua filha biológica, Ludimila Gomes Duarte, de 41 anos, em um caso que envolveu investigação policial e confirmação através de exame de DNA.
Confirmação científica após décadas de busca
A Polícia Científica divulgou na quinta-feira (12) os resultados do exame de DNA que confirmaram definitivamente o parentesco entre mãe e filha. A perícia reforçou as provas documentais já reunidas durante a investigação, incluindo o registro de nascimento em nome da mãe biológica e a compatibilidade das informações familiares.
O reencontro emocionante na delegacia
O momento tão esperado ocorreu na segunda-feira (9), na sede da delegacia do Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) em Goiânia. Após mais de 40 anos separadas, mãe e filha se abraçaram em cena que emocionou todos os presentes.
O delegado Pedromar Luiz, responsável pelo caso, explicou que as investigações começaram em junho de 2025, quando Ludimila procurou a delegacia para abrir um boletim de ocorrência com o objetivo de localizar sua mãe biológica.
História de separação e dificuldades
Maria Luiza revelou que entregou a filha ainda bebê para ser cuidada por outra família devido a graves problemas financeiros. "Na época, eu era muito jovem. Não tinha orientação e condição financeira. Faltou muita coisa", confessou a mãe emocionada.
Após entregar a filha, Maria Luiza se mudou para o Mato Grosso, onde trabalhou na mineração por aproximadamente 12 anos antes de retornar a Goiás. Durante esse período, ela perdeu completamente o contato com a família que havia acolhido sua filha.
A busca incansável pela verdade
Ludimila, que foi criada por outra família, sempre manteve a curiosidade sobre suas origens biológicas. "Fui criada por outra família. Tenho meus irmãos, minha família. Meus pais já são falecidos. Tenho uma história linda. Porém, eu não fui criada pela minha mãe biológica. Eu queria saber a sua história, entender sua origem", explicou a filha.
Ela foi incentivada pelo namorado a procurar o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Com poucas informações sobre a mãe biológica, a busca parecia difícil, mas a persistência de Ludimila e o trabalho policial foram fundamentais.
Localização e confirmação final
A polícia conseguiu localizar Maria Luiza no Setor Santa Helena, em Goiânia, onde a mãe biológica vive atualmente com seus cinco filhos. A confirmação do DNA veio dias após o reencontro emocionante, colocando um ponto final em décadas de incerteza.
Este caso exemplifica a importância dos bancos de dados genéticos e do trabalho especializado das delegacias de desaparecidos. A história de Maria Luiza e Ludimila mostra como a tecnologia moderna pode ajudar a reconstruir laços familiares perdidos pelo tempo e pelas circunstâncias da vida.