O ator Juliano Cazarré marcou presença no programa GloboNews Debate, exibido na última terça-feira (12), onde participou de uma discussão aprofundada sobre masculinidade e igualdade de gênero. Durante o programa, Cazarré manifestou sua preocupação com o que considera um discurso negativo direcionado aos homens nos últimos anos. “Eu estou falando para essa galera que foi esquecida. Eu estou falando para os homens e meninos que estão há 20 anos ouvindo que todos eles são tóxicos só pelo fato de serem homens”, declarou o ator, defendendo a necessidade de um olhar mais equilibrado sobre o papel masculino na sociedade.
O curso “O Farol e a Forja”
A discussão ocorreu semanas após o anúncio do lançamento do curso presencial intitulado “O Farol e a Forja”, voltado exclusivamente para o público masculino. Cazarré descreve a iniciativa como um encontro sobre liderança, masculinidade e espiritualidade cristã. O evento, que acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de julho em São Paulo, já gerou polêmica e críticas de atrizes e outros colegas da classe artística. No debate, Cazarré negou que o projeto tenha caráter de autoajuda. “Eu vejo um congresso, a gente vai conversar e vai debater. Se fosse autoajuda, por que seria ruim?”, questionou o ator.
Diferenças naturais entre homens e mulheres
Durante a conversa, Cazarré também defendeu a existência de diferenças naturais de comportamento e comunicação entre homens e mulheres. “O homem, ele é um ser mais voltado para resolver problema, para se mexer, para fazer a ação. Eu estou dizendo que os homens têm que ser calados? Não. Eu sou pai de quatro meninos e duas meninas. Eu quero criar meninos que tenham empatia, mas que também sejam corajosos, sejam viris, resolvam problemas”, afirmou o ator, reforçando sua visão sobre a criação dos filhos.
Contestação da psicanalista Vera Iaconelli
A psicanalista Vera Iaconelli, presente no programa, contestou os argumentos de Cazarré. Ela afirmou que os homens precisam ouvir mais as mulheres, especialmente quando o assunto é violência de gênero e masculinidade. “Quando as mulheres falam ‘olha, parem de nos matar’, elas não estão falando ‘parem de serem homens’. Sejam outro tipo de homem, repensem a masculinidade [...] Homens estão ficando muito ofendidos de ouvir mulheres. Eles pensam que tudo é uma acusação”, declarou a psicanalista, destacando a necessidade de uma escuta ativa por parte do público masculino.
Detalhes do curso “O Farol e a Forja”
O curso presencial, que Cazarré classifica como o “maior encontro de homens do Brasil”, tem como lema “o mundo precisa de homens que assumam seu papel”. A imersão será dividida em três pilares: o primeiro foca na vida profissional e legado; o segundo aborda a vida pessoal, com temas como paternidade, virtudes e dieta; e o encerramento é dedicado à “vida interior”, com ênfase em masculinidade e cristianismo, incluindo a celebração de uma Santa Missa. Cazarré já havia anunciado o projeto em abril, ciente das possíveis críticas. “Ele sabia que ia apanhar. E criou o evento mesmo assim”, disse o ator ao divulgar o curso.



