Gretchen abre o jogo sobre alopecia e revela uso de perucas
A cantora Gretchen revelou em entrevista ao podcast g1 ouviu que convive com alopecia androgenética, condição genética que causa queda progressiva dos cabelos. Durante a conversa, realizada na terça-feira (3), a artista contou como lida com a situação no dia a dia, incluindo o uso de lace – um tipo específico de peruca com tela frontal que proporciona naturalidade.
Condição hereditária afeta também mulheres
A alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície, é frequentemente associada aos homens, mas também atinge mulheres como Gretchen. Trata-se de uma condição hereditária, transmitida geneticamente pela família, que se manifesta através da conversão do hormônio testosterona em DHT (dihidrotestosterona).
Este processo hormonal ocorre tanto em homens quanto em mulheres e contribui para a perda capilar ao longo do tempo. A doença geralmente começa a se desenvolver desde a adolescência, muitas vezes de forma sutil, com os fios ficando progressivamente mais finos e ralos.
Sintomas e importância do diagnóstico precoce
Os médicos dermatologistas alertam para a necessidade de atenção aos primeiros sinais da alopecia, buscando atendimento especializado o quanto antes. Entre os principais sintomas estão:
- Afinamento progressivo dos fios de cabelo
- Afastamento da linha média do couro cabeludo
- Queda capilar acima do normal
- Couro cabeludo mais aparente
- Rastros de cabelo em locais onde a pessoa se senta
Como a condição é progressiva, o diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para controlar sua evolução.
Tratamentos disponíveis para diferentes tipos de alopecia
Existem diferentes abordagens terapêuticas conforme o tipo de alopecia diagnosticada:
Para alopecia androgenética (calvície comum)
Minoxidil: Este medicamento atua prolongando a fase de crescimento dos cabelos e melhorando a circulação sanguínea ao redor dos folículos capilares. É indicado tanto para homens quanto para mulheres e funciona principalmente como uma pausa na progressão da queda, não fazendo crescer cabelos já perdidos.
Finasterida: Mais comum no tratamento masculino, atua inibindo a conversão de testosterona em DHT. Não é recomendado para mulheres, especialmente durante a gestação, devido a riscos potenciais.
Para alopecia areata (doença autoimune)
Baricitinibe (Olumiant): Primeiro tratamento sistêmico aprovado pela Anvisa para casos graves de alopecia areata. Estudos demonstraram até 80% de cobertura capilar após 36 semanas de tratamento, mas possui custo elevado – cerca de R$ 5.648,25 para a dosagem de 4 mg.
Desvendando mitos sobre calvície
A comunidade médica busca constantemente desmistificar crenças populares sobre queda de cabelo. Entre os principais equívocos estão:
- Raspar a cabeça acelera a queda: Falso. A raspagem não interfere nos folículos capilares, que continuam seu ciclo normalmente.
- Lavar cabelo diariamente causa calvície: Mito. A frequência de lavagem deve adequar-se ao tipo de couro cabeludo.
- Secador de cabelo facilita calvície: Incorreto. O calor excessivo pode danificar os fios, mas não causa calvície genética.
- Bonés causam queda permanente: Não há evidências. O uso frequente pode apenas agravar dermatites temporárias.
- Homens calvos têm mais testosterona: Equívoco. A diferença está na sensibilidade dos folículos à DHT, não nos níveis hormonais.
- Mulheres não ficam calvas: Errado. A alopecia androgenética também afeta mulheres, embora com menor frequência.
- Calvície vem apenas da família materna: Falso. A condição é herdada de ambos os lados da família.
- Cabelos grisalhos impedem calvície: Mito. Não há relação científica entre os dois fenômenos.
- Alimentos previnem calvície: Inverdade. Dieta saudável ajuda a saúde capilar, mas não previne queda genética.
- Shampoos antiqueda evitam calvície: Engano. Esses produtos limpam, mas não tratam as causas profundas da queda.
Celebridades que enfrentam o problema
Além de Gretchen, outras personalidades brasileiras já compartilharam suas experiências com problemas capilares. A apresentadora Xuxa, por exemplo, recorreu a um transplante capilar para tratar sua perda de cabelo, demonstrando que o assunto afeta mulheres de diferentes idades e profissões.
Gretchen mantém uma postura aberta sobre sua condição, mostrando diferentes cortes e estilos em suas redes sociais, normalizando o uso de recursos como perucas e incentivando outras mulheres a buscarem informações e tratamentos adequados.
Os especialistas reforçam que, embora não exista prevenção para a alopecia androgenética – por ser uma condição genética –, o acompanhamento dermatológico precoce pode fazer significativa diferença no controle dos sintomas e na qualidade de vida das pessoas afetadas.