Toffoli ordena envio de dados de celulares apreendidos no caso Banco Master ao Supremo
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, que a Polícia Federal (PF) envie à Corte os dados dos celulares que foram apreendidos durante as buscas e apreensões da investigação que apura as fraudes no Banco Master, instituição financeira que foi liquidada pelo Banco Central.
Decisão judicial e contexto da investigação
A decisão do ministro foi tomada a pedido da defesa dos investigados e ocorre após a PF informar ao presidente do Supremo, Edson Fachin, que encontrou uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante as operações policiais. A menção específica está protegida por segredo de Justiça, mantendo confidencialidade sobre os detalhes.
Pela determinação de Toffoli, a Polícia Federal também deverá encaminhar ao Supremo Tribunal Federal os laudos de perícia que já foram produzidos e outras mídias eletrônicas que foram apreendidas durante as diligências. Essa medida visa garantir transparência e acesso completo às evidências no processo judicial.
Controvérsias e suspeição do ministro
No mês passado, Toffoli passou a ser alvo de críticas por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo em questão adquiriu uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.
Mais cedo, Toffoli divulgou uma nota à imprensa, confirmou que é um dos sócios do resort e afirmou que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro. Essa declaração buscou esclarecer sua posição e afastar alegações de conflito de interesses na condução do processo.
Processo interno no STF e próximos passos
Após ser informado sobre a menção ao nome de Toffoli nas mensagens apreendidas, o presidente Edson Fachin abriu um processo interno no Supremo Tribunal Federal e determinou a notificação do ministro para apresentar sua defesa formal. Caberá ao presidente do STF decidir se Toffoli continuará como relator da investigação do Banco Master, considerando os novos elementos e a necessidade de imparcialidade.
O caso envolve alegações de fraudes significativas no Banco Master, que levou à sua liquidação pelo Banco Central, destacando-se como um dos maiores escândalos financeiros recentes no Brasil. A atuação da Polícia Federal e do Judiciário tem sido crucial para desvendar as complexidades das operações ilícitas.
Com informações da Agência Brasil, a investigação continua em andamento, com expectativa de novas revelações à medida que os dados forem analisados pelo Supremo Tribunal Federal.