Jorge Messias busca votos no Senado: 73 senadores já receberam, 8 ainda evitam encontro
Messias busca votos: 73 senadores receberam, 8 evitam encontro

Jorge Messias intensifica busca por votos no Senado em meio a traições e desculpas

O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, está em uma verdadeira via-crúcis pelos corredores do Senado Federal. Até esta quinta-feira, 13 de fevereiro de 2026, o ministro já conseguiu conversar pessoalmente com impressionantes 73 dos 81 parlamentares da casa, em uma campanha intensa para garantir os votos necessários para sua confirmação no cargo.

Os oito senadores que ainda evitam o encontro com Messias

No entanto, um grupo significativo de oito senadores tem sistematicamente evitado o encontro com o indicado ao STF. Entre os nomes mais destacados que "deram um perdido" em Messias estão figuras políticas de peso como Davi Alcolumbre (União-AP), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Girão (NOVO-CE). Esta resistência tem sido interpretada como um sinal claro das divisões políticas que cercam a indicação.

Fontes próximas ao ministro revelaram que Messias já praticamente desistiu de conseguir audiências com Flávio Bolsonaro e Hamilton Mourão, reconhecendo a improbabilidade de um encontro produtivo com esses parlamentares. No entanto, o ministro mantém esperanças quanto a Davi Alcolumbre, tendo desabafado a aliados que "ainda espera ser recebido por Alcolumbre depois do Carnaval".

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Estratégia política e desafios na confirmação

A peregrinação de Messias pelos gabinetes senatoriais tem sido marcada por traições de aliados e desculpas esfarrapadas, segundo relatos de assessores que acompanham o processo. A estratégia do ministro tem sido focada no contato pessoal direto, buscando construir pontes mesmo com parlamentares tradicionalmente alinhados à oposição.

O cenário político mostra-se particularmente desafiador, com:

  • Resistência de senadores de partidos de oposição ao governo federal
  • Dificuldades em agendar reuniões com parlamentares específicos
  • A necessidade de construir uma base de apoio que ultrapasse as divisões partidárias
  • O timing complicado próximo ao período do Carnaval

Contexto da indicação e próximos passos

Jorge Messias, atual chefe da AGU, foi formalmente indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, em uma movimentação que tem gerado intenso debate no cenário político brasileiro. A confirmação depende exclusivamente da aprovação pelo Senado Federal, onde o indicado precisa obter a maioria simples dos votos.

Analistas políticos destacam que a busca incansável por votos demonstra a seriedade com que Messias encara o processo de confirmação, mas também revela as fragilidades de seu apoio inicial no legislativo. Os próximos dias serão cruciais para determinar se o ministro conseguirá fechar os números necessários ou se enfrentará obstáculos insuperáveis em sua jornada para o STF.

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