As novas unidades em Campinas (SP) da escola do Olodum e da companhia de dança Cisne Negro começam a funcionar nesta quinta-feira (7), no Parque Oziel. Ao todo, serão oferecidas 400 vagas para aulas de percussão e balé clássico, voltadas a crianças, adolescentes e jovens.
Escola Olodum Campinas
Criada em 1983, a Escola Olodum é um dos principais projetos da Associação Carnavalesca Bloco Afro Olodum, reconhecida por sua atuação antirracista por meio da arte, da cultura e da educação. Inspirado na experiência da Escola Olodum de Salvador (BA), o projeto em Campinas será voltado a pessoas de 7 a 29 anos, com cursos gratuitos de percussão samba-reggae, canto coral e dança afro.
Cisne Negro Companhia de Dança
Por sua vez, a companhia de dança Cisne Negro é considerada uma das mais importantes do Brasil e já se apresentou em 17 países. Em Campinas, a instituição irá oferecer aulas gratuitas de balé clássico para crianças de 5 a 12 anos. Os projetos culturais, liderados pelo Instituto CPFL, serão oficialmente lançados durante evento às 10h, na Associação dos Amigos da Criança (Amic), no bairro Monte Cristo.
Como se inscrever
- Escola Olodum Campinas: Público de 7 a 29 anos; início em maio de 2026; inscrições pelo site escolaolodumcampinas.com.br ou formulário oficial.
- Núcleo de Dança Cisne Negro: Público de 5 a 12 anos; início em maio de 2026; inscrições pelo formulário oficial.
Ao todo, são 300 vagas para percussão, canto e dança afro da Escola Olodum e 100 vagas para balé clássico do Núcleo de Dança Cisne Negro.
Inclusão e transformação social
De acordo com o Instituto CPFL, a implantação dos projetos sociais em Campinas tem como objetivo promover inclusão e transformação social por meio da cultura e do esporte. O Parque Oziel foi escolhido por ser uma região que já foi considerada uma das maiores ocupações urbanas da América Latina e hoje abriga diversas iniciativas de fortalecimento social e cultural.
"Ao reunir no mesmo território dois projetos de grande relevância artística e social, buscamos contribuir para que crianças e jovens tenham contato com diferentes linguagens culturais e possam desenvolver seus talentos e perspectivas de futuro", comentou Daniela Ortolani Pagotto, head do Instituto CPFL.
Segundo o presidente do Olodum, Marcelo Gentil, "estar no Parque Oziel significa reconhecer a potência cultural existente neste território e reafirmar o compromisso de levar oportunidades reais de formação artística e desenvolvimento humano para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social".
Já a diretora artística e coreógrafa da Cisne Negro destacou que a nova unidade é um passo importante para a democratização da arte: "É uma forma de expandir uma iniciativa consolidada de formação artística para uma região marcada por vulnerabilidade social".



