O Amazonas registrou 569 ocorrências de violência contra animais em 2025, conforme dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do estado. O número indica que os casos de maus-tratos continuam em ascensão na região.
Projeto abriga mais de 350 animais
De acordo com a Rede Amazônica, gestores de um projeto que acolhe mais de 350 animais, entre cães e gatos, informaram que mais de 90% das denúncias recebidas envolvem maus-tratos físicos e emocionais. No local, os animais passam por exames e recebem atendimento de uma equipe composta por 25 profissionais. “Nem sempre eles conseguem se recuperar totalmente, porque também têm sentimentos”, explicou a advogada Suellen Botelho.
Legislação e punições
Em 2020, a Lei Sansão estabeleceu pena de 2 a 5 anos de prisão para quem cometer violência contra cães e gatos, além de multa e proibição de guarda. Já a Lei de Crimes Ambientais considera maus-tratos atos como mutilar, ferir, abandonar, negar alimentação e negligenciar atendimento médico. Apesar das punições previstas, muitos casos não resultam em prisão. “Em algumas situações há acordos ou prestação de serviços comunitários”, afirmou o advogado Klinger Feitosa, especialista em direito animal.
Caso recente de atropelamento
Na semana passada, um homem de 35 anos foi preso após invadir a calçada de uma casa e atropelar cães no bairro Parque Dez, em Manaus. Uma cadela morreu e outros animais ficaram feridos. O suspeito foi detido horas depois no Aeroporto Internacional de Manaus, quando tentava fugir para São Paulo.
Para quem ama os animais, como Roberto Silva, tutor da cadela Pandora, a prioridade é protegê-los. “Se você não tem condições de cuidar, não adote. Denunciem, porque maus-tratos são crime”, alertou.
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