Vance enfrenta semana desastrosa com fracasso em negociação com Irã e queda nas pesquisas
Vance tem semana desastrosa com fracasso em Irã e queda nas pesquisas

Semana desastrosa para vice-presidente americano J.D. Vance

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, enfrentou uma semana particularmente difícil que o distanciou ainda mais da esfera política orbitada pelo presidente Donald Trump. As aventuras internacionais do político não renderam os resultados esperados, culminando em um significativo fracasso diplomático.

Fracasso nas negociações com o Irã

Em Islamabad, capital do Paquistão, Vance anunciou no sábado (11) o fracasso das complexas negociações com o Irã, após uma maratona de reuniões que durou impressionantes 21 horas. O vice-presidente, um dos poucos no Gabinete de Trump contrário à guerra com o país do Oriente Médio, precisou justificar às 3h da madrugada a ausência de um acordo.

"Não chegamos a um acordo, e acho que isso é uma notícia muito pior para o Irã do que para os Estados Unidos", declarou Vance em um tom que tentava minimizar o revés diplomático.

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Missões internacionais mal-sucedidas

Antes do desfecho desanimador no Paquistão, Vance já havia enfrentado dissabores na Hungria, onde tentou turbinar a campanha do primeiro-ministro Viktor Orbán. A missão terminou em frustração quando Orbán perdeu feio para Péter Magyar nas eleições locais.

Enquanto o vice-presidente lidava com essas complicações internacionais, Trump se divertia em Miami com o secretário de Estado, Marco Rubio, assistindo a uma luta do UFC. O contraste entre as atividades revelava muito sobre a dinâmica de poder dentro da administração.

Problemas domésticos e imagem pública

Ao retornar aos Estados Unidos, Vance, fervoroso católico convertido há oito anos, ainda precisou fazer a defesa de Trump em duas controvérsias distintas: a briga com o Papa Leão XIV e a imagem de inteligência artificial publicada pelo presidente, que o retratava como Jesus Cristo.

Sua tentativa de associar a postagem a uma piada ruiu rapidamente quando o próprio Trump revelou que não brincava e se via como "médico e salvador de um doente". Esses episódios contribuíram para deteriorar ainda mais a imagem pública do vice-presidente.

Queda vertiginosa nas pesquisas de popularidade

O desempenho de Vance vem despencando nas pesquisas de maneira alarmante. Uma avaliação detalhada do analista de dados da CNN, Harry Enten, revelou que ele é o vice-presidente menos popular quando comparado a seus antecessores no mesmo período do mandato.

A lista inclui figuras como Dick Cheney em 2007, Joe Biden em 2010, Mike Pence em 2018 e Kamala Harris em 2022. Desde que assumiu o cargo em janeiro de 2025, a taxa de aprovação líquida de Vance caiu impressionantes 21 pontos.

"J.D. Vance não está em uma situação nada boa neste momento. Ele vai para o fundo do poço! J.D. Vance está sendo arrastado junto com o presidente dos Estados Unidos", observou Enten em sua análise, destacando como a impopularidade de Trump afeta diretamente seu vice.

Concorrência interna por sucessão

Outro indício preocupante para Vance vem da pesquisa anual realizada entre os participantes da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), no fim de março em Dallas. Embora ainda se mantenha na dianteira como sucessor de Trump, com 53% de apoio, o vice-presidente registrou 6 pontos a menos do que na pesquisa do ano anterior.

Enquanto isso, Marco Rubio, que sequer foi mencionado na última pesquisa, angariou 35% de apoio na deste ano. O secretário de Estado se mostra cada vez mais próximo ao presidente, revelando discrição e lealdade que têm sido notadas pelos doadores políticos.

O gesto simbólico de calçar sapatos maiores presenteados por Trump foi apreciado pelo presidente e interpretado como sinal de ascensão política dentro da administração. Vance, por outro lado, parece ter sido rebaixado e fritado pelo próprio chefe, segundo analistas políticos que acompanham as movimentações na Casa Branca.

Perspectivas futuras incertas

Lançado em missões que eram prenúncio de derrota, o vice-presidente americano enfrenta um momento delicado de sua carreira política. As falhas diplomáticas, combinadas com a queda acentuada em sua popularidade e a crescente proximidade entre Trump e Rubio, colocam Vance em posição vulnerável.

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O fracasso nas negociações com o Irã representa não apenas um revés diplomático para os Estados Unidos, mas também um golpe pessoal para o vice-presidente, que vê suas ambições políticas serem minadas em múltiplas frentes simultaneamente.