Trump estabelece prazo crucial para o Irã em meio a tensões militares crescentes
Em um movimento que intensifica as tensões internacionais, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um ultimato de até 15 dias para o Irã decidir entre fechar um acordo ou enfrentar uma guerra. A declaração foi feita durante a abertura da primeira reunião do Conselho para Promover a Paz, inaugurado em Washington, onde Trump alertou que, sem um acordo, "coisas ruins vão acontecer" e sugeriu que os Estados Unidos podem "dar um passo além".
Mobilização militar e pressão sobre o regime iraniano
Os Estados Unidos aumentaram significativamente sua presença militar no Oriente Médio, ameaçando com um novo ataque se o regime dos aiatolás não concordar em abandonar a produção de uma bomba atômica. Trump inicialmente mencionou um prazo de cerca de 10 dias, mas posteriormente estendeu para 15 dias em conversas com jornalistas, destacando a urgência da situação.
Conselho da Paz: ambições e controvérsias
O Conselho para Promover a Paz, criado por Trump, tinha como objetivo original focar na reconstrução e transição do governo de Gaza, com sete países anunciando doações totalizando US$ 7 bilhões para essa causa, além de um compromisso americano de US$ 10 bilhões. No entanto, a Casa Branca declarou que o organismo também mediará outros conflitos, o que gerou polêmica e ausências notáveis.
- Entre os 60 países convidados, apenas metade aceitou participar, com o Brasil, o México e o Reino Unido recusando-se a integrar a entidade.
- Na União Europeia, apenas a Hungria, sob o primeiro-ministro de extrema-direita Viktor Orbán, aliado de Trump, aderiu ao conselho.
- Muitos países temem que o conselho esvazie o papel das Nações Unidas, refletido no brasão do grupo, que é uma cópia do símbolo da ONU com tons dourados e os Estados Unidos no centro.
Esforços de reconstrução em Gaza e apoio internacional
Em meio à tensão regional, esforços para reconstruir Gaza ganharam impulso. O genro de Trump, Jared Kushner, que ajudou a mediar o cessar-fogo entre o Hamas e Israel, apresentou um vídeo mostrando a Gaza do futuro. Além disso, cinco países – Indonésia, Marrocos, Cazaquistão, Kosovo e Albânia – concordaram em enviar 20 mil soldados, enquanto Egito e Jordânia vão treinar policiais do território. O presidente da Argentina, Javier Milei, também ofereceu enviar tropas para a região.
Implicações globais e próximos passos
A situação coloca o mundo em alerta, com o prazo de 15 dias servindo como um ponto de inflexão para as relações entre os Estados Unidos e o Irã. A comunidade internacional observa atentamente, enquanto Trump mantém sua postura firme, enfatizando que a decisão do Irã determinará se o caminho será de diplomacia ou conflito armado.